Montadoras negociam empréstimos diretamente com o BNDES

Segundo apurou a reportagem da EXAME, as discussões seguem paralelas às tratativas com os maiores bancos privados do país

Algumas montadoras estão negociando linhas de crédito diretamente com o BNDES, além dos principais bancos privados do país, em meio à maior crise de vendas da história recente do setor. No entanto, as empresas teriam que cumprir alguns condicionantes para obter os empréstimos, que não devem ter juros subsidiados por parte do banco de fomento.

O setor tentou negociar empréstimos com o BNDES por meio da entidade que reúne as montadoras, a Anfavea, há cerca de dois meses. Porém, as discussões foram frustradas.

Neste sentido, as montadoras passaram a buscar alternativas individualmente com os principais bancos do país, incluindo o BNDES, conforme apurou a reportagem da EXAME.

Além de recursos para investimentos e financiamento de exportações – linhas usuais do banco de fomento – as empresas também têm buscado crédito para capital de giro com instituições privadas, afirma uma pessoa a par das discussões. Uma das montadoras que estão negociando com os bancos e também com o BNDES é a Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

No caso do BNDES, as montadoras teriam que cumprir condicionantes para obter as linhas de crédito, como renegociação de dívidas.

Aportes vindos das matrizes como garantia aos empréstimos do BNDES seriam uma das alternativas para a obtenção das linhas, mas executivos ouvidos pela EXAME negam a possibilidade, uma vez que atualmente toda a indústria global está enfrentando uma forte retração e a ajuda seria difícil de ser concretizada.

Capital de giro

As montadoras estimam que o capital de giro necessário para atravessar este período é de aproximadamente 44 bilhões de reais, conforme apurou a reportagem da EXAME.

No entanto, a principal reclamação das empresas é a falta de condições e taxas “aceitáveis” por parte dos bancos privados para novas linhas de crédito em meio à pandemia.

Por isso, o setor vinha pleiteando ao governo a utilização de créditos tributários de PIS, Cofins e Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) como garantia para a obtenção de taxas mais razoáveis por parte dos bancos privados.

A Anfavea afirma que a proposta ainda não foi aceita. Enquanto isso, as montadoras continuam buscando alternativas para honrar seus compromissos, que já estão vencendo, afirmam as empresas.

Procurada, a FCA informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

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