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MMX espera zerar dívida de US$ 600 milhões em 2010

Por Mônica Ciarelli Rio - A MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista, tem planos de zerar sua dívida de US$ 600 milhões ao longo de 2010, quando deverá ser concluída a compra pela chinesa Wisco da fatia de 21,52% do capital da mineradora. A entrada da Wisco será feita por meio de uma […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h46.

Por Mônica Ciarelli

Rio - A MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista, tem planos de zerar sua dívida de US$ 600 milhões ao longo de 2010, quando deverá ser concluída a compra pela chinesa Wisco da fatia de 21,52% do capital da mineradora. A entrada da Wisco será feita por meio de uma subscrição de ações no valor de US$ 400 milhões. O presidente da MMX, Roger Downey, lembra que outros cerca de US$ 250 milhões virão da subscrição de ações por parte de acionistas minoritários. Em reunião com investidores hoje promovida pela Apimec-Rio, Downey explicou que a redução da dívida irá dar mais fôlego financeiro à companhia para buscar novas fontes de financiamentos, como o banco de fomento da China.

Além dessa injeção de capital com a entrada da Wisco, a companhia está atualmente renegociando cerca de R$ 250 milhões em dívidas de curto prazo, basicamente Adiamento de Contratos de Câmbio (ACCs). Desse total, cerca de R$ 50 milhões já foram renegociados em condições mais favoráveis, ou seja, com menores custos e prazos mais longos. O objetivo da empresa é elevar o prazo da dívida, hoje em 14 meses para 28 meses.

Downey enxerga na parceira com a Wisco, terceira maior siderúrgica chinesa, uma boa oportunidade de crescimento para a mineradora brasileira, que passa a ter um cliente cativo para seus produtos. O executivo aposta em um incremento da demanda chinesa por minério de ferro e lembra que a Wisco planeja ampliar sua produção de aço para 50 milhões de toneladas, o que demandaria um suprimento de 60 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Desse total, a MMX quer fornecer 16 milhões de toneladas.

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