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Apresentado por INLEAD

A nova mudança do marketing digital não veio do Vale do Silício, mas do interior paulista

Sem aporte, a Inlead vem crescendo ao substituir páginas estáticas por jornadas interativas que qualificam leads em tempo real

Yuri Rossi Peres, André Mota e Rafael Nascimento, sócios da inlead. (INLEAD/Divulgação)

Yuri Rossi Peres, André Mota e Rafael Nascimento, sócios da inlead. (INLEAD/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 14h08.

Última atualização em 13 de janeiro de 2026 às 16h47.

A dificuldade de converter cliques em vendas segue como um dos principais gargalos do marketing digital. Em um ambiente marcado pelo excesso de anúncios, páginas extensas e queda na atenção do consumidor, empresas de diferentes portes enfrentam o mesmo desafio: gerar tráfego é caro, e transformar esse volume em clientes qualificados é ainda mais difícil.

Dados do Panorama de Geração de Leads 2025, realizado pela Leadster, indicam que esse cenário afeta negócios de todos os tamanhos. Segundo o levantamento, a taxa média de conversão de leads digitais no Brasil varia entre 2% e 3%, e registra queda pelo terceiro ano consecutivo – reflexo de um tráfego cada vez mais caro e menos eficiente.

Pensando em combater essa falta de engajamento digital, a startup InLead desenvolveu uma plataforma especializada em funis de vendas com quizzes interativos.

Fundada em julho de 2024, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a empresa acelerou sua expansão em um mercado pressionado por baixa conversão. Em cerca de um ano e meio de operação, a empresa saiu de menos de 30 usuários para mais de 5 mil clientes pagantes ativos.

Hoje, a tecnologia da InLead processa cerca de 10 milhões de requisições por dia, sustentando jornadas de vendas utilizadas por infoprodutores, e-commerces, prestadores de serviço e profissionais liberais em diferentes segmentos.

“Percebemos que a maioria dos funis ainda seguia um modelo tradicional, com páginas longas, estáticas e chamadas que ignoravam o comportamento real das pessoas online”, afirma Yuri Peres, um dos cofundadores da InLead. “O problema não era falta de tráfego, mas a incapacidade desses formatos de manter o lead engajado até a decisão de compra.”

Muitos cliques, pouca conversão

Antes da plataforma existir, os próprios fundadores vivenciaram esse gargalo na prática. Atuando com e-commerce e produtos digitais, Yuri Peres e André Mota mensuraram que as campanhas com investimentos relevantes em anúncios geravam cliques, mas não escala de vendas. “O usuário clicava, mas não avançava. Não era falta de interesse, era excesso de fricção no caminho”, diz Mota, sócio e responsável pela gestão financeira e operacional da empresa.

O padrão foi observado em diferentes nichos. Tráfego pago cada vez mais caro, baixa retenção e formulários que interrompiam a experiência do usuário. Em vez de conduzir o lead, esses modelos exigiam um esforço excessivo do consumidor logo no primeiro contato.

Foi observando soluções internacionais que surgiu a virada estratégica. “Lá fora, o quiz já era usado como ferramenta de personalização e conversão. Aqui, ele ainda era visto como entretenimento”, afirma Peres. “Percebemos que era possível transformar esse formato em um funil completo, capaz de vender sem parecer que está vendendo.”

Como o quiz muda a jornada

Na InLead, o quiz não funciona como um questionário isolado. Ele organiza toda a jornada de vendas, desde o primeiro clique até a oferta final. Em produtos digitais, por exemplo, esse funil começa com perguntas sobre objetivos, nível de maturidade e principais dores do usuário. A partir das respostas, o sistema cria ramificações e apresenta uma solução específica para cada perfil.

“Dependendo do que a pessoa responde, ela vê uma solução diferente. Isso muda completamente a percepção de valor”, explica Rafael Nascimento, CTO e responsável pela tecnologia da plataforma. “O produto deixa de ser genérico e passa a parecer feito sob medida.”

Conheça o projeto


Em prestação de serviços, o quiz é usado como ferramenta de diagnóstico interativo. Profissionais da área da saúde, consultores e empresas de consórcio utilizam a lógica condicional para entender o perfil do cliente antes do contato comercial. O resultado é um lead mais qualificado, com contexto e expectativa alinhados, o que reduz retrabalho e aumenta a taxa de fechamento do negócio.

No e-commerce, a lógica permite criar simuladores personalizados. O usuário responde a perguntas, visualiza gráficos ou comparativos e chega ao final da jornada com uma recomendação específica. Esse modelo reduz abandono, diminui objeções e aproxima a experiência de compra à lógica dos aplicativos, e não de páginas estáticas.

Resultados mensuráveis

De acordo com a empresa, há casos de clientes que faturavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês e passaram a registrar receitas entre R$ 30 mil e R$ 50 mil após a adoção dos funis interativos. Em operações mais estruturadas, o faturamento mensal ultrapassou R$ 100 mil.

“Em nichos mais maduros, vimos aumentos imediatos de 20% a 40% no faturamento”, afirma Mota. “Não é mágica. É o lead certo chegando com mais contexto e no momento certo.”

Nas redes sociais, a plataforma também passou a ser usada como link de redirecionamento – o famoso ‘link na bio’. Em vez de um redirecionamento genérico, o usuário entra em uma jornada interativa, responde perguntas e é conduzido para a solução mais adequada, seja uma venda direta, um agendamento, um orçamento ou a captação de contato qualificado.

Um dos diferenciais da InLead é a simplicidade operacional. O funil é criado em um editor visual, no modelo “arrastar e soltar”, sem necessidade de programação, hospedagem ou configuração técnica avançada. A publicação ocorre por meio de um link único, que pode ser distribuído em anúncios, redes sociais, e-mail ou WhatsApp. “O usuário não precisa saber criar sites ou mexer em códigos”, diz Nascimento.

Além da tecnologia, a InLead aposta na construção de comunidade. A empresa mantém um suporte próximo, grupos ativos de usuários e uma rede de parceiros que compartilham estratégias e resultados.

“Não nascemos de um pitch para investidor, e sim da dor real de quem vende no digital. Isso continua guiando a plataforma. Crescemos muito por indicação, afinal, quando o cliente tem resultado, ele mostra”, finaliza Nascimento.

O que a InLead tenta resolver, no fundo, é um problema que vai além de “taxa de conversão”: a distância entre o que o usuário procura e o que o mercado oferece no primeiro clique. Ao colocar perguntas antes da oferta, a empresa aposta que vender no digital tende a ser menos sobre insistir e mais sobre entender.

Em um ambiente em que o custo para atrair atenção sobe e a paciência para páginas longas diminui, esse tipo de jornada pode deixar de ser exceção e virar padrão. A pergunta que fica é como as empresas vão redesenhar suas experiências online para os próximos anos: com mais ruído ou com mais relevância.

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