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Magalu divulga primeiros resultados após compra da Netshoes

Analistas projetam que empresa divulgará, após o fechamento do mercado, lucro de 99,6 milhões e faturamento de 4,09 bilhões de reais
Magazine Luiza: a expectativa é que o investimento contínuo no digital resulte em um crescimento de 45% nas vendas online no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior (Exame/Germano Luders)
Magazine Luiza: a expectativa é que o investimento contínuo no digital resulte em um crescimento de 45% nas vendas online no segundo trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior (Exame/Germano Luders)
Por Redação EXAMEPublicado em 12/08/2019 06:42 | Última atualização em 12/08/2019 07:19Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O Magazine Luiza, queridinho dos investidores, divulga seu balanço do segundo trimestre nesta segunda-feira, 12, após o fechamento do mercado. Os analistas esperam resultados bons, mas a comparação com o mesmo período de 2018 é difícil.

Na época, nas vésperas da Copa do Mundo de futebol, a empresa teve crescimento de vendas nas mesmas lojas de 27% em relação ao mesmo período ano anterior. Para o segundo trimestre de 2019, XP e Itaú projetam crescimento de cerca de 1% em lojas abertas há pelo menos um ano.

A expectativa é que o investimento contínuo no digital, capitaneado pelo presidente Frederico Trajano, traga resultados mais expressivos. O crescimento de vendas online é projetado em 45% pela XP Investimentos e em 40% pelo Itaú. Já a margem ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) tem expectativa de queda entre 1,2 e 1,4 ponto percentual, em comparação com 2018.

Isso porque a estratégia do Magalu este ano é investir para expandir as atividades a um ritmo que Trajano batizou de “chinês”. No primeiro trimestre, a empresa gastou 80 milhões de reais de caixa na missão, mais que o dobro gasto no mesmo período de 2018.

Assim, no segundo trimestre, a projeção de lucro fica em 99,6 milhões de reais, frente aos 141 milhões da mesma época de 2018, ainda que a expectativa de faturamento seja de 4,09 bilhões de reais, ante os 3,6 bilhões do ano passado.

A companhia quer melhorar seu posicionamento para atender às novas demandas de vendas online: roupas, cosméticos e artigos esportivos. Hoje, o varejista argentino Mercado Livre, com fatia de 32%, lidera as vendas online no país, seguido pela B2W, com 19%.

Depois, Magalu e Via Varejo ficam empatados com 9% cada. Em um passo no caminho da consolidação do mercado digital, o Magazine Luiza comprou no dia 14 de junho, por 115 milhões de dólares, a varejista de artigos esportivos Netshoes. Desde o anúncio oficial da compra, as ações do Magalu passaram de 211,57 reais para 276,50, no dia 1º de agosto, em alta de 30%.

Na semana passada, os líderes de mercado reportaram seus balanços. O Mercado Livre teve forte alta das receitas no segundo trimestre, com faturamento de 545,2 milhões de dólares no período, 62,6% de crescimento. O grupo teve lucro de 16,2 milhões de dólares de abril a junho, ante prejuízo de 11 milhões em 2018.

A B2W, dona das Lojas Americanas, do Submarino e da Shoptime, também apresentou resultados positivos. Iniciativas como carteira digital, dinheiro de volta, serviço de entrega próprio e ações para aumentar a qualidade do marketplace fizeram as vendas no segundo trimestre atingirem 3,9 bilhões de reais, alta de 22% na comparação com o ano passado.

A empresa cresceu o dobro do mercado de comércio eletrônico no período, que subiu 11%, segundo a consultoria eBit/Nielsen. Dentre os motivos que levaram à alta, a empresa cita o crescimento de 51% das vendas no marketplace.

A participação do marketplace nas vendas deve ser um dos pontos de atenção para o balanço do Magazine Luiza. No primeiro trimestre de 2019, o modelo em que outros vendedores utilizam sua plataforma digital foi responsável por 18% dos negócios, em um crescimento de mais de 200% em relação relação ao mesmo período do ano passado. A meta é seguir expandindo essa fatia

Um relatório feito pelo Bradesco BBI no último mês agitou os mercados ao apontar que a empresa de Trajano e o Mercado Livre são as duas empresas “melhor posicionadas” para atender às demandas crescentes por produtos da segunda onda do e-commerce.

Segundo os analistas do Bradesco, ambas já estão se movimentando para vender produtos de diferentes categorias e aprimorar seus serviços de logística, em uma briga pelo mercado de 78 bilhões de reais do comércio eletrônico brasileiro.

Nesta disputa acirrada, o Magalu deve apresentar mais crescimento, e menos margem. Para os analistas, é um preço que vale a pena se pagar.

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