Justin Bieber ajuda T4F a virar maior promotora do Brasil

Time 4 Fun está a caminho de virar a principal promotora de shows do Brasil com o declínio de concorrentes

São Paulo - A T4F Entretenimento SA está a caminho de virar a principal promotora de shows do Brasil com o declínio de concorrentes, como a IMX, de Eike Batista, cujos ativos estão virando alvos de aquisição.

A Time 4 Fun conta com shows de Black Sabbath e Justin Bieber e obteve a licença para a edição do festival musical Lollapalooza em São Paulo, em 5 de agosto, após uma guerra de lances do setor. Isso posiciona a companhia para recuperar-se do que será um 2013 fraco, segundo Guilherme Ferreira, que administra R$ 250 milhões (US$ 102,7 milhões) como CEO da Teorema Gestao de Ativos Ltda.

“Essa é uma indústria em crescimento, que vamos ver com expansão explosiva no médio prazo”, disse Ferreira. “A empresa pode planejar o futuro, olhando para cinco anos adiante a partir de agora”.

A Time 4 Fun recebeu o Lollapalooza da Geo Eventos, do grupo de mídia Organizações Globo, que administrou o evento este ano e desistiu de fazer ofertas por ele de novo porque a valorização do dólar frente ao real tornou os shows internacionais mais caros. A IMX agora parou de buscar novos negócios, segundo disse seu CEO, Alan Adler, em entrevista por telefone, no dia 15 de agosto.

Boom de entretenimento

A demanda por entretenimento aumentou no ano passado graças a valorização do real frente ao dólar e à expansão da classe média, intensificando a concorrência por shows de artistas como Madonna e Lady Gaga.

A Time 4 Fun ganhou os direitos para ambos shows, mas perdeu dinheiro depois porque não conseguiu vendê-los e gerar suficiente receita com patrocínios, disse Ferreira em entrevista de São Paulo. Um porta-voz da Time 4 Fun não quis fazer comentários.

As perdas foram piores para a concorrência, todas companhias de capital fechado, afirmou Bruno Piacentini, sócio na Fama Investimentos, que administra R$ 1,3 bilhão e possui 5 por cento da Time 4 Fun. A Geo, a XYZ Live e a Time 4 Fun juntas sofreram perdas, antes de juros e outros itens, de R$ 68 milhões no ano passado, segundo a Nau Securities Ltd.

A renda líquida da Time 4 Fun no último trimestre caiu 19 por cento para R$ 10,9 milhões, conforme um documento regulatório.

“Se você olhar para a Time 4 Fun, que é maior do que seus concorrentes, seus resultados foram ruins, mas comparados com os outros, foram muito melhores”, disse Piacentini em entrevista por telefone de São Paulo.


A IMX ainda não anunciou a programação do Cirque du Soleil e a Geo está reduzindo suas atividades, disse Piacentini.

“A T4F está aproveitando o fato de que o setor foi ferido e que ela não foi tão gravemente ferida”, disse Piacentini.

Novos negócios

O Cirque Du Soleil vai anunciar shows para 2014 e 2015 dentro de 60 dias, disse Adler, da IMX. A IMX é um joint venture entre a IMG Worldwide Inc. e a EBX Group Co., a empresa holding do ex-bilionário Eike Batista, que está reestruturando suas companhias depois de não conseguir resultados. A IMX nunca esteve à venda e não tem intenção de vender seus ativos, ao contrario do que informa a imprensa, disse Adler. A IMX não pretende buscar novos negócios, afirmou Adler.

Time 4 Fun poderia estar interessada em comprar 50 por cento de participação no Rock in Rio, e o Cirque Du Soleil “voltará, mas sob condições diferentes”, disse Ferreira.

Renee-Claude Menard, uma porta-voz do Cirque du Soleil em Montreal, não retornou, imediatamente, uma ligação ontem em busca de comentários.

A concorrência desaparece

A maioria dos concorrentes desaparecerá à medida que a Time 4 Fun virar líder da indústria e comprar os ativos mais atrativos dos rivais, disse Ferreira. A desvalorização do real frente ao dólar limitará o número de shows de artistas internacionais, pois torna mais caro trazê-los ao Brasil, disse ele. Mas o impacto da moeda não será imediato: a Time 4 Fun criou uma cobertura para os próximos 18 meses.

O patrocínio de shows, que caiu 55 por cento no último trimestre, é um fator de risco, explicou Ferreira. A economia do Brasil cresceu a uma taxa anual de 2,2 por cento no primeiro trimestre de 2013 e os patrocinadores estão de olho na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

“Todos estão guardando seu dinheiro por causa da economia”, disse Piacentini. “Mas parece que o desaquecimento não será tão forte como se esperava”.

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