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Jornal alemão diz que Safra compraria banco BSI

O jornal alemão Handelszeitung publicou na edição da quarta que o J.Safra Sarasin já teria fechado a compra do BSI


	Banco Safra: o jornal alemão Handelszeitung publicou na edição da quarta que o J.Safra Sarasin já teria fechado a compra do BSI
 (Wikimedia Commons)

Banco Safra: o jornal alemão Handelszeitung publicou na edição da quarta que o J.Safra Sarasin já teria fechado a compra do BSI (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 14 de janeiro de 2016 às 10h02.

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Genebra - As negociações do BTG para vender suas ações no banco suíço BSI colocaram em cena, na quarta-feira, 13, outro banco controlado por brasileiros.

O jornal alemão Handelszeitung publicou na edição da quarta que o J.Safra Sarasin já teria fechado a compra do BSI. Em nota, no entanto, o Safra negou a informação. O BTG não comentou.

Segundo o jornal, havia outros interessados, como Julius Baer, mas essas conversas não teriam avançado.

Parte da pressão pela venda do BSI veio da agência reguladora dos bancos na Suíça (conhecida pela sigla Finma), que temia a falência do BTG diante da prisão de André Esteves, seu ex-presidente, em novembro.

Fundado em 1841, o Sarasin é um dos mais antigos bancos da Suíça. O Grupo Safra investiu US$ 1 bilhão para aumentar sua participação acionária e a fusão acabou ocorrendo em 2013. Hoje, ele emprega cerca de 1,9 mil funcionários e administra ativos de US$ 140 bilhões.

No mês passado, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que a Finma resistiu à proposta de André Esteves de adquirir o BSI. O negócio só foi concluído quando uma série de condições legais envolvendo o banqueiro foram esclarecidas e, acima de tudo, quando uma "intervenção oficial" de Brasília ocorreu.

O temor dos reguladores do mercado financeiro suíço era de que, ao permitir a entrada de Esteves em sua praça financeira, estariam abrindo as portas para negócios envolvendo a Petrobras.

O BTG anunciou a compra do BSI em 2014. Mas o aval da Finma levou mais de um ano para ser dado. Oficialmente, a assessoria de imprensa da Finma se recusa a comentar o caso. 

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