Negócios

Ibama nega pela 4ª vez pedido da Total para explorar Foz do Amazonas

Órgão disse que estudos ambientais ainda demandas informações e esclarecimentos da empresa sobre os meios físico e biótico

Foz do Amazonas: existência de corais em área de interesse de exploração petrolífera está no centro da análise do Ibama (Ricardo Moraes/Reuters)

Foz do Amazonas: existência de corais em área de interesse de exploração petrolífera está no centro da análise do Ibama (Ricardo Moraes/Reuters)

R

Reuters

Publicado em 29 de maio de 2018 às 16h41.

Priorizar nos meus resultados Google

O Ibama rejeitou pela quarta vez o pedido da francesa Total para perfuração e exploração de petróleo e gás na Foz do Rio Amazonas, de acordo com parecer divulgado nesta terça-feira pelo instituto, que alega que os estudos ambientais são "insuficientes".

"São necessárias informações e esclarecimentos dos empreendedores sobre os meios físico e biótico", destacou o Ibama, em seu parecer.

A Total não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

Uma expedição no mês passado de ativistas ambientais do Greenpeace documentou corais na área onde a Total planeja perfurar, após a descoberta de um enorme recife de coral nas proximidades.

A recusa da agência em aceitar o estudo de impacto ambiental da Total está atrasando por mais de quatro anos os planos da empresa para explorar a bacia marítima. A bacia pode conter até 14 bilhões de barris de petróleo, ou mais do que todas as reservas comprovadas no Golfo do México, segundo os geólogos.

No fim de abril, o diretor-geral da petroleira francesa no Brasil se mostrou confiante na autorização para exploração na Foz do Amazonas.

Acompanhe tudo sobre:PetróleoIndústria do petróleoMeio ambienteTotalIbama

Mais de Negócios

Artur Grynbaum, do Grupo Boticário, defende adiar reforma tributária: 'É mais sensato postergar'

Eles começaram ganhando comida grátis. Hoje faturam milhões procurando o 'hamburguer perfeito'

Esta família do Nordeste é dona de 12 mil imóveis, fatura R$ 1,5 bilhão e vai chegar em SP

Startup de US$ 5 bilhões quer virar braço direito de gigantes do Brasil e encurtar meses de trabalho