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Graça Foster deixará o comando da Petrobras, diz Folha

Divulgação do balanço da empresa, sem a baixa contábil devido à corrupção, pesou na decisão


	Graça Foster: executiva já havia pedido para sair do cargo algumas vezes
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Graça Foster: executiva já havia pedido para sair do cargo algumas vezes (Ueslei Marcelino/Reuters)

Tatiana Vaz

Tatiana Vaz

Publicado em 3 de fevereiro de 2015 às 10h50.

São Paulo – A presidente da Petrobras, Graça Foster, já foi informada pelo Palácio do Planalto de que será substituída, segundo informações da Folha de S. Paulo de hoje.

A decisão se tornou inevitável depois de a companhia ter divulgado seu balanço do terceiro trimestre na semana passada.

No balanço, a empresa mostrou que fez uma revisão contábil de ativos imobilizados citados em relatórios da Operação Lava Jato.

Somados, esses ativos (entre eles fábricas e empresas adquiridas) teriam sido subvalorizados no balanço em R$ 88,6 bilhões e supervalorizados em R$ 27,2 bilhões. 

Porém, a Petrobras não conseguiu fazer uma avaliação segura e auditada de todos esses bens e, assim, não chegou a um valor exato e confiável para demonstrar de quanto seria o rombo nas contas da empresa.

Com a credibilidade ainda mais abalada no mercado, a companhia já perdeu mais de 70% de seu valor de mercado na bolsa nos últimos meses. 

Graça já havia pedido para sair do comando da estatal anteriormente, mas a presidente Dilma Roussef preferiu manter a amiga no cargo. 

O nome do substituto de Graça ainda não foi definido. Procurada por EXAME.com, a Petrobras não se pronunciou sobre a mudança no comando.

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