Negócios

Google apresenta nova forma de fazer compras online com IA

O CEO do Google apresentou na NRF 2026 um novo padrão aberto para que agentes de IA descubram, comparem e concluam compras

Sundar Pichai, CEO do Google: “Vinte anos atrás a mudança foi para a web. Dez anos depois para o mobile. Agora vivemos uma reprogramação da tecnologia” (CAMILLE COHEN / Colaborador/Getty Images)

Sundar Pichai, CEO do Google: “Vinte anos atrás a mudança foi para a web. Dez anos depois para o mobile. Agora vivemos uma reprogramação da tecnologia” (CAMILLE COHEN / Colaborador/Getty Images)

Isabela Rovaroto
Isabela Rovaroto

Repórter de Negócios

Publicado em 11 de janeiro de 2026 às 16h51.

Última atualização em 11 de janeiro de 2026 às 16h57.

Tudo sobreInteligência artificial
Saiba mais

Nova York (EUA)* — Procurar um produto em páginas de busca pode estar com os dias contados. No palco da NRF 2026, o maior evento de varejo do mundo, Sundar Pichai, CEO do Google, apresentou uma nova forma de consumir.

Em vez de digitar palavras-chave, o cliente descreve o que deseja em linguagem natural. A inteligência artificial entende o pedido, compara opções e fecha a compra dentro da própria conversa.

Essa é a lógica do Universal Commerce Protocol, padrão aberto anunciado por Pichai. O sistema cria uma linguagem comum entre plataformas de IA e os sistemas dos varejistas, permitindo que agentes digitais façam a jornada completa da compra, da descoberta ao pagamento.

Segundo Pichai, a proposta responde a uma mudança estrutural no comportamento do consumidor.

“Vinte anos atrás a mudança foi para a web. Dez anos depois para o mobile. Agora vivemos uma reprogramação da tecnologia”, afirmou.

Para ele, a inteligência artificial inaugura a próxima troca de plataforma do varejo.

O Google diz que a transição já começou. O uso de suas APIs de IA por varejistas cresceu onze vezes no último ano. Ao mesmo tempo, ferramentas como o Gemini e as buscas com IA ampliaram o volume de buscas feitas em formato conversacional, reduzindo a dependência de filtros e navegação tradicional.

No novo modelo, o consumidor conversa com a IA sobre o produto desejado. O agente consulta estoques, preços, prazos de entrega e condições de pagamento. O checkout acontece na própria interface de conversa. O varejista continua sendo responsável pelo pagamento, pela entrega e pelo relacionamento com o cliente.

Entre os parceiros no desenvolvimento do protocolo estão Shopify, Etsy, Wayfair, Target e Walmart.

O Walmart foi apresentado como caso prático dessa integração. A varejista americana passará a operar um agente de compras dentro do Gemini, permitindo que clientes conectem suas contas e recebam ofertas, sortimento e prazos de entrega personalizados.

“Estamos fechando a lacuna entre ‘eu quero’ e ‘eu tenho’”, disse John Furner, CEO do Walmart nos Estados Unidos.

A parceria inclui ainda a expansão do Wing, braço de entregas por drones da Alphabet, em pontos do Walmart. A cobertura chegará a 40 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Em testes em Atlanta, metade das entregas ocorre em menos de 20 minutos.

*A repórter viajou a convite da Ume no grupo da FFX.

Acompanhe tudo sobre:Inteligência artificialGoogleNRF

Mais de Negócios

Projeto com DNA da Faria Lima forma talentos para o futebol global

Ele criou um assistente com IA para alunos — e descobriu algo maior

Ele não tem nem 30 anos e já fatura R$ 12 milhões com pão, sorvete e drinks

Quanto faturam os 10 maiores supermercados de MG? Veja a lista