Negócios

Família Klein pode abrir arbitragem contra Pão de Açúcar

Segundo advogado da família, o Pão de Açúcar foi informado nos últimos dias por meio de uma carta que, até o momento, não resultou em nenhum posicionamento


	Loja do Pão de Açúcar: a Via Varejo é formada por Ponto Frio, Casas Bahia e Nova Pontocom
 (Alexandre Battibugli/EXAME.com)

Loja do Pão de Açúcar: a Via Varejo é formada por Ponto Frio, Casas Bahia e Nova Pontocom (Alexandre Battibugli/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 15 de outubro de 2012 às 22h36.

São Paulo - A família Klein, detentora de quase metade da ViaVarejo --unidade de eletroeletrônicos e vendas online do Grupo Pão de Açúcar -- pode abrir um processo de arbitragem contra a maior varejista do país, segundo um dos advogados da família.

"Foi descoberto, nas auditorias que vêm sendo realizadas, que podem existir inconsistências nos balanços da Globex usados na ocasião da fusão das empresas... Se confirmado, pode ter relevância na relação de troca que foi usada (na ocasião)", disse à Reuters o advogado Ivo Waisberg, que representa a família Klein.

Segundo ele, o Pão de Açúcar foi informado nos últimos dias sobre tal controvérsia por meio de uma carta que, até o momento, não resultou em nenhum posicionamento.


A Via Varejo é formada por Ponto Frio, Casas Bahia e Nova Pontocom. As famílias Diniz, do Pão de Açúcar, e Klein, antiga dona das Casas Bahia, anunciaram em dezembro de 2009 acordo para uma associação envolvendo a então Globex (dona do Ponto Frio) e Casas Bahia.

Pouco tempo depois, o negócio foi paralisado com os Klein tentando obter condições mais favoráveis. A fusão foi retomada em julho de 2010, mas a relação entre os sócios ficou mais complicada.

"Oferecemos um prazo para negociação, conforme previsto em contrato", disse, se referindo a um prazo de 30 dias que, caso não seja cumprido, levará a controvérsia em questão para arbitragem.

Waisberg acrescentou que, no caso da identificação de qualquer controvérsia, o contrato firmado entre ambas empresas prevê o estabelecimento de um prazo para negociações, antes que seja acionada uma câmara arbitral.

O Pão de Açúcar afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não comentaria o assunto.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasComércioSupermercadosVarejoVia VarejoEmpresas francesasPão de Açúcar

Mais de Negócios

A história da empresa criada por um dos herdeiros da JBS e que deve faturar R$ 10 bilhões em 2027

Projeto cria “power bank” gigante para reaproveitar baterias de carros elétricos

Plataforma com IA quer ajudar PMEs a contratar melhor e gastar menos tempo

Chinesa Broad Wire investirá R$ 120 milhões em unidade industrial em Três Lagoas, MS