Negócios

Executivo troca a CLT para ser sócio de coworking que faz mais de R$ 1 milhão

Rafael Kupper largou a carreira executiva para, ao lado do sócio Douglas Souza, fundar o Coworking Colaborar em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista

Douglas Souza e Rafael Kupper Bonizio Oliva, do Coworking Colaborar: salas comerciais em 250 metros quadrados (Divulgação/Divulgação)

Douglas Souza e Rafael Kupper Bonizio Oliva, do Coworking Colaborar: salas comerciais em 250 metros quadrados (Divulgação/Divulgação)

Estímulo
Estímulo

Estímulo

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 11h50.

Última atualização em 14 de janeiro de 2026 às 11h50.

Tudo sobreEstímulo
Saiba mais

Deixar a carreira corporativa não fazia parte dos planos de Rafael Kupper Bonizio Oliva.

Natural de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, ele construiu uma trajetória sólida no mundo executivo e chegou a liderar a criação de uma nova unidade de negócios em uma grande empresa do setor de pesquisas e mídia.

O projeto crescia com bons resultados até ser interrompido de forma abrupta após a venda da companhia e a mudança de estratégia dos novos controladores.

O encerramento da unidade, construída do zero, marcou uma virada inesperada em sua carreira — e acabou se tornando o ponto de partida para o empreendedorismo.

“Nunca imaginei abrir um negócio. Achava que não era para mim. Hoje vejo que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido”, afirma.

Oito anos depois, Rafael tornou-se um empreendedor de sucesso. Ao lado de seu sócio Douglas, tocam o Coworking Colaborar, em São Bernardo do Campo. Juntos, já comemoram um faturamento superior a R$ 1 milhão, tanto em 2024, quanto em 2025.

Além do espaço de coworking,  Rafael também administra uma consultoria ambiental com cerca de 100 colaboradores, que atende indústrias de diferentes segmentos.

O coworking começou de forma enxuta, ocupando apenas uma sala em um prédio comercial. Com o aumento da demanda, o negócio passou por uma expansão gradual e hoje ocupa cerca de 250 metros quadrados, distribuídos em sete salas comerciais.

O espaço atende entre 40 e 45 usuários de forma recorrente e oferece estações compartilhadas, salas privativas, salas de reunião, escritório virtual e serviços como internet de alta velocidade, limpeza, copa e secretária compartilhada.

“Hoje temos uma estrutura consolidada na região”, diz o empreendedor. No mesmo edifício, ele também implantou uma cafeteria de pequeno porte, voltada aos usuários do coworking e ao público do prédio comercial.

A gestão financeira é apoiada por sistemas especializados e por uma empresa terceirizada, com fechamento mensal, controle de fluxo de caixa, pró-labore definido e distribuição periódica de lucros. Para os próximos anos, Rafael planeja ampliar o coworking e, no médio prazo, estruturar uma aceleradora de negócios voltada ao fortalecimento do ecossistema empreendedor local.

Dificuldades e aprendizados

O caminho até a consolidação do negócio foi marcado por desafios. O período mais crítico ocorreu durante a pandemia, quando o coworking perdeu cerca de 95% do faturamento em poucas semanas e passou a correr risco de encerrar as atividades.

Para manter a operação, o empreendedor recorreu inicialmente a empréstimos bancários com juros elevados e ao apoio da família.

Nesse contexto, conheceu o Fundo de Impacto Estímulo e acessou um crédito de aproximadamente R$ 110 mil. Com o crédito acessível e sem burocracia, o recurso foi depositado em 5 dias úteis na conta PJ para tomar fôlego e manter os planos.

O recurso permitiu substituir dívidas mais caras, aliviar o fluxo de caixa e garantir a continuidade do negócio. A empresa conseguiu atravessar o momento mais difícil, retomar o crescimento e quitar o empréstimo.

Ao longo da trajetória, Rafael também acumulou experiências em negócios que não avançaram, como um espaço de food trucks e eventos, um centro de eventos corporativos inaugurado às vésperas da pandemia e um aplicativo de locação de salas de reunião.

Segundo ele, os projetos foram importantes para amadurecer a visão empreendedora e reforçar a importância de foco e gestão.

Hoje, com operações mais estruturadas e planos de expansão, sua história ilustra como uma adversidade na carreira pode se transformar em uma oportunidade de crescimento sustentável.

Este conteúdo foi produzido pelo Fundo de Impacto Estímulo - que apoia pequenos empreendedores brasileiros com crédito facilitado, capacitação e conexões - em parceria com a EXAME. Para saber mais sobre o Estímulo visite o site do projeto. Leia aqui todas as reportagens já publicadas.

yt thumbnail
Acompanhe tudo sobre:EstímuloEmpreendedorismoCoworking

Mais de Negócios

Aos 22, criou império fitness de US$ 400 mi — e aposta em posto de gasolina

Aos 26 anos, ela vai faturar R$ 3,5 milhões com um negócio que só tem funcionários Gen Z

Renda extra no Carnaval: startup abre oportunidades que pagam até R$ 500/hora

Cacau Park: quando o parque vai abrir? Investimento de R$ 2 bilhões terá 70 atrações