Empresas querem produção de soja e criação de gado sem desmatamento

Acordo visa a transição para modelos de negócios mais sustentáveis, incluindo a expansão da produção em pastagens degradadas e aumento da produtividade no campo
 (Getty Images/Alfribeiro)
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Por Estadão ConteúdoPublicado em 02/11/2021 13:52 | Última atualização em 05/11/2021 13:29Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Oito instituições financeiras e empresas do agronegócio anunciaram um compromisso de US$ 3 bilhões para a produção de soja e gado livre de desmatamento e conversão de habitats naturais na América do Sul, informou em nota a ONG The Nature Conservancy (TNC). O acordo prevê ainda US$ 200 milhões em desembolsos até 2022.

Segundo a TNC, as empresas &Green Fund, AGRI3, DuAgro, Grupo Gaia, JGP Asset Management, Syngenta, Sustainable Investment Management e VERT anunciaram seus compromissos financeiros na Cúpula dos Líderes Mundiais dentro da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), que iniciou no domingo em Glasgow, Escócia.

"Os compromissos feitos por essas entidades privadas irá acelerar o fluxo de capital para os agricultores, viabilizando a transição para modelos de negócios mais sustentáveis, incluindo a expansão da produção em pastagens degradadas e aumento da produtividade - por exemplo, por meio da intensificação sustentável da pecuária", avalia a TNC na nota.

As empresas também assinaram a declaração de lançamento da iniciativa Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC), se tornando as primeiras signatárias da iniciativa, com objetivo de tornar a produção de commodities da região para um modelo mais sustentável.

A meta do IFACC é atingir US$ 10 bilhões em compromissos e US$ 1 bilhão em desembolsos, até 2025.