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Empresa de ouro criada por Eike tem novo dono

Fundo Mubadala, de Abu Dabi, vendeu a AUX para empresários do Catar por cerca de US$ 400 milhões


	AUX: companhia de ouro fundada por Eike tem donos de Catar
 (Bruno Vincent/Getty Images)

AUX: companhia de ouro fundada por Eike tem donos de Catar (Bruno Vincent/Getty Images)

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Daniela Barbosa

17 de setembro de 2014, 09h15

São Paulo - A AUX, mineradora de extração de ouro na Colômbia fundada por Eike Batista, foi vendida pelo fundo Mubadala, de Abu Dabi, para um grupo de empresários do Catar.

A informação foi confirmada por Sergio Bermudes, advogado de Eike, ao jornal O Estado de S. Paulo.

A operação foi fechada por cerca de 400 milhões de dólares - o valor será destinado ao Bradesco e Itaú credores locais de Eike, disse a reportagem.

A mineradora de ouro AUX era usada como garantia para a dívida de 1,5 bilhão de dólares que a EBX, holding do empresário, tinha no mercado.

Nesta semana, Eike foi considerado réu da ação penal que o acusa de crimes contra o mercado de capitais. Quem afirmou foi o juiz Flávio Roberto de Souza, titular da 3ª Vara Criminal da Justiça Federal.

O juiz expediu medida cautelar que cumpre parcialmente o pedido feito por procuradores. Pela decisão, serão bloqueadas as contas em nome do criador do grupo X.