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Eletrobras receberá empréstimo de até R$6,5 bi de bancos

De acordo com o Conselho de Administração da Eletrobras, até R$ 4 bilhões virão do Banco do Brasil, e a Caixa contribuirá com até R$ 2 bilhões


	Eletrobras: empréstimo será usado para recompor capital de giro da empresa
 (Adriano Machado/Bloomberg)

Eletrobras: empréstimo será usado para recompor capital de giro da empresa (Adriano Machado/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 12 de agosto de 2014 às 19h25.

Brasília - A Eletrobras receberá um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

O aval para a operação foi publicado hoje (12) em despacho assinado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Diário Oficial da União.

De acordo com o Conselho de Administração da Eletrobras, até R$ 4 bilhões virão do Banco do Brasil, e a Caixa contribuirá com até R$ 2 bilhões.

Segundo o despacho, o empréstimo será usado para recompor o capital de giro da Eletrobras e manter o programa de investimentos da estatal.

A operação foi estruturada com garantias do Tesouro Nacional. Dessa forma, o governo compromete-se a cobrir eventuais riscos de crédito. Condições como taxa de juros e prazo do empréstimo não foram informadas.

O empréstimo ocorre menos de uma semana após o anúncio do novo financiamento de R$ 6,6 bilhões para as distribuidoras de energia.

Desse total, R$ 3 bilhões virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e R$ 3,6 bilhões, de sete bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Bradesco, Santander Brasil, Itaú Unibanco, BTG Pactual e Citibank.

Como o empréstimo anunciado na semana passada beneficiava apenas as distribuidoras, a Eletrobras tinha ficado de fora da operação.

Por causa da escassez de chuva no início do ano que levou à queda no nível dos reservatórios, as empresas de energia estão arcando com custos para usar a energia termelétrica, mais cara que a hidrelétrica.

Além disso, a seca fez o preço da energia no mercado de curto prazo disparar.

Sem as operações de crédito, as empresas teriam dificuldade de manter o fluxo de caixa.

Em abril, o governo tinha emprestado R$ 11,2 bilhões para as distribuidoras. O empréstimo, no entanto, havia sido totalmente usado pelas companhias em junho.

Em março, o Tesouro havia aumentado de R$ 9 bilhões para R$ 13 bilhões o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que subsidia as tarifas de energia.

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