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Eletrobras discute opções para reduzir custos

Diante da redução de receita imposta pelo pacote do governo de queda da tarifa de energia, serão apresentadas aos conselheiros da empresa alternativas de corte de gasto


	Eletrobras: a redução de custo é pauta recorrente nos encontros do conselho da empresa desde o anúncio da Medida Provisória n.º 579
 (Matt Cardy/Getty Images)

Eletrobras: a redução de custo é pauta recorrente nos encontros do conselho da empresa desde o anúncio da Medida Provisória n.º 579 (Matt Cardy/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 24 de janeiro de 2013 às 08h22.

Rio de Janeiro - O Conselho de Administração da Eletrobras se reúne na sexta-feira no escritório do Rio com a missão de avaliar propostas de redução de custo que permitam à empresa adequar o caixa à nova realidade financeira.

Diante da redução de receita imposta pelo pacote do governo de queda da tarifa de energia, serão apresentadas aos conselheiros algumas alternativas de corte de gasto. Mas não há previsão de deliberações de medidas mais extremas, como a venda de ativos.

Está fora da pauta, por exemplo, qualquer decisão sobre a venda das distribuidoras federalizadas, que acumulam perdas financeiras e, por isso, são consideradas um peso morto nas contas da estatal, adiantou uma fonte ouvida pela reportagem.

Embora não haja medidas concretas sendo tomadas, a redução de custo é pauta recorrente nos encontros do conselho da Eletrobras desde o anúncio da Medida Provisória n.º 579, no ano passado, quando foi definida a queda da tarifa de energia e consequente retração da receita.

Um dos pontos de destaque a ser avaliado amanhã será a adequação da estrutura da empresa para que o dinheiro a ser pago pelo governo como indenização por investimentos não amortizados nas usinas "velhas", cujas concessões foram prorrogadas, seja gasto em novos investimentos e não em custos fixos, atendendo à determinação da MP.

Como as despesas ainda estão inchadas e o dinheiro da indenização entra no caixa a partir deste mês, há o receio de que o recurso acabe sendo usado no pagamento dos gastos triviais, em vez de atender à exigência do governo de reinvestimento em usinas e linhas de transmissão. 

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