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Eike e BNDES perto de acordo com Foxconn

Empresa chinesa quer investir no Brasil um montante de 12 bilhões de reais na construção de fábricas de componentes eletrônicos e de telas

A Foxconn, Eike e o BNDES, inclusive, já teriam um contrato de confidencialidade para a execução do plano societário e financeiro do negócio (Oscar Cabral/Veja)

A Foxconn, Eike e o BNDES, inclusive, já teriam um contrato de confidencialidade para a execução do plano societário e financeiro do negócio (Oscar Cabral/Veja)

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Da Redação

Publicado em 24 de novembro de 2011 às 12h14.

São Paulo – A Foxconn deve montar sua nova fábrica de telas no Brasil com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de Eike Batista, empresário brasileiro e um dos homens mais ricos do mundo.

A empresa chinesa quer investir no Brasil um montante de 12 bilhões de reais na construção de fábricas de componentes eletrônicos e de telas. Contudo, num primeiro momento, o investimento será de 4 bilhões – dos quais Eike pode contribuir com 500 milhões de reais e o BNDES com 1,2 bilhão. As informações são da Folha de S. Paulo.

A Foxconn, Eike e o BNDES, inclusive, já teriam um contrato de confidencialidade para a execução do plano societário e financeiro do negócio. A presidente brasileira, Dilma Roussef, estaria acompanhado diariamente as negociações. No entanto, para ele dar certo, o governo brasileiro quer encontrar mais investidores, principalmente do setor de infraestrutura e da área de tecnologia – o que daria mais segurança ao negócio.

O governo, diz o jornal, avalia que a parceria tem 70% de chances de concretização. Já o mercado vê a operação com outros olhos, já que a Foxconn quer muito mais do que parceiros: Terry Gou, CEO da empresa, busca principalmente redução na carga tributária brasileira e incentivos maiores do governo.

O governo acredita que consegue finalizar o acordo com Eike e Foxconn até o começo do ano que vem. Se ele der certo, a Foxconn daria continuidade ao plano de montagem de outras duas fábricas: uma para baterias, placas de energia solar e outra para computadores, tablets e smartphones. Por isso, o esforço do governo para que a negociação se resolva rapidamente.

Se a negociação avançar, seis estados disputam a nova fábrica. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Bahia.

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