Crise transforma cavernas, navios e trens em depósito de petróleo

Diante da queda da demanda ocasionada pela pandemia do novo coronavírus, falta espaço até nos estoques subterrâneos

O choque de oferta e demanda de petróleo está fazendo com que a commodity seja estocada em navios, trens e até cavernas, diante da falta de espaço físico para armazenar o excesso de oferta.

Embora a prática não seja incomum, diante da queda brutal do consumo global, os produtores americanos não estão conseguindo nem estocar petróleo nestes locais.

De acordo com analistas ouvidos pela EXAME, o mercado mundial tem, hoje, aproximadamente 5 milhões de barris por dia (bpd) - na média anual - de excesso de oferta, obrigando os produtores a buscar espaços para estocar o insumo.

Mas não é só o petróleo cru que está com falta de espaço para armazenamento. Derivados como gasolina e diesel também estão com excesso de oferta. Nos Estados Unidos, a situação é ainda mais crítica porque o país voltou a ser, recentemente, o maior produtor global e, assim, não tem conseguido dar vazão a sua produção.

Por esse motivo, na segunda-feira, 20, os contratos futuros do petróleo WTI operaram no terreno negativo pela primeira vez na história.

Cavernas de sal

As cavernas de sal já são usadas para estocar petróleo, incluindo o estoque de segurança dos Estados Unidos. O país mantém um volume aproximado de 700 milhões de bpd, mas o presidente Donald Trump anunciou que elevaria as compras para mitigar os efeitos devastadores da crise do setor.

O problema é que até as cavernas estão lotadas de estoques de petróleo. Na Europa, na região do Mar do Norte, há espaços para armazenagem, mas estão praticamente programados para as próximas semanas. Em Cingapura, os terminais também operam sob forte pressão.

Nos países onde a produção de petróleo é feita majoritariamente em alto-mar (offshore), é comum armazenar a commodity em navios. Mas a medida também está sendo adotada nos Estados Unidos, onde as embarcações estão sendo adaptadas, bem como vagões de trem.

Segundo apurou EXAME, até os oleodutos (pipelines) americanos estão enfrentando problemas pelo excesso de petróleo.

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