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Corinthians X Chelsea: quem ganha no campo dos negócios

Clubes chegam à final do Mundial em condições financeiras diferentes

São Paulo – Corinthians e Chelsea chegam à decisão do Mundial de Clubes, neste domingo, em condições financeiras diferentes. De um lado, o time inglês vem melhorando seus números nos últimos meses. De outro, o Timão vê a queda de receitas atrapalhar as outras linhas de seu balanço.

No acumulado de 12 meses até setembro (últimos dados disponíveis), o Corinthians gerou uma receita líquida com futebol de 214,5 milhões de reais. No mesmo período de 2011, a cifra ficou em 248,9 milhões de reais.

Três itens jogaram contra o time. O primeiro foi a queda nas receitas de publicidade e patrocínio, que somaram 25,2 milhões de reais neste ano, ante 44,3 milhões no ano passado. O segundo foi a menor arrecadação com o programa Fiel Torcedor, loterias e premiações: 7,5 milhões de reais neste ano, contra 14,7 milhões na comparação. Por último, o Corinthians também viu as receitas com o repasse de direitos federativos cair de 59,7 milhões, no acumulado até setembro de 2011, para 33,6 milhões.

Recorde

Já o Chelsea bateu recorde de receitas no acumulado de 12 meses encerrado em junho (últimos dados disponíveis). O time inglês faturou 255,7 milhões de libras, ou cerca de 860 milhões de reais – mais que o triplo do obtido pelo Corinthians.

Segundo a imprensa britânica, o recorde é reflexo da boa campanha da equipe azul nos torneios europeus. Entre seus feitos, está a conquista da Liga dos Campeões.

É sabido que grandes receitas não significam, necessariamente, grandes lucros, mas também neste critério, Corinthians e Chelsea estão em campos opostos. O time inglês encerrou junho com lucro líquido de 1,4 milhão de libras – cerca de 3,4 milhões de reais.

O resultado foi comemorado pela diretoria e torcedores do clube como uma verdadeira goleada. Isto porque, um ano antes, o Chelsea amargava um prejuízo de 67,7 milhões de libras (aproximadamente 226 milhões de reais).


Dívida pesada

Já o Corinthians anotou um prejuízo de 2,3 milhões de reais no exercício até setembro, ante um lucro de 16,6 milhões no mesmo período do ano passado. Para responder à queda da receita, o clube conteve as despesas operacionais, mas sucumbiu às despesas financeiras, fruto de seu endividamento.

O endividamento, aliás, é outro item que coloca os clubes em campos opostos. O time paulista carrega uma dívida de 184,5 milhões de reais. Já o clube inglês contou com uma bela força de seu proprietário, o bilionário russo Roman Abramovich, que o comprou em 2003.

Abramovich aceitou converter o que o clube lhe devia em mais participação societária – o que praticamente zerou a dívida do Chelsea, segundo a imprensa britânica. Olhando friamente os números, o time inglês vence o Corinthians no jogo dos negócios. Mas, neste domingo, o clube paulista pode mostrar que, dentro de campo, o jogo é outro.

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