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Copel espera receber R$700 mi do BNDES em 2013

Dinheiro, que deve aliviar o caixa da empresa este ano, seria aplicado à hidrelétrica Colider


	Copel: companhia discute há dois anos a aprovação de um financiamento total de R$900 milhões para a hidrelétrica no Mato Grosso
 (COPEL/Divulgação)

Copel: companhia discute há dois anos a aprovação de um financiamento total de R$900 milhões para a hidrelétrica no Mato Grosso (COPEL/Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 22 de agosto de 2013 às 15h05.

São Paulo - A empresa paranaense de energia Copel espera ter liberação em 2013 de 700 milhões de reais de um financiamento negociado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a hidrelétrica Colider, o que deve aliviar o caixa da empresa este ano, afirmou diretor financeiro da companhia, Luiz Eduardo Sebastiani.

A companhia discute há dois anos a aprovação de um financiamento total de 900 milhões reais para a hidrelétrica no Mato Grosso e após recentes negociações com o BNDES, está otimista sobre a liberação da maior parte dos recursos neste ano. Até agora, a empresa investiu mais de 1,1 bilhão de reais de recursos próprios na usina que entra em operação no início de 2015.

"Esse é um dos motivos para a contenção de dividendos", disse Sebastiani, a jornalistas, após reunião com investidores nesta quinta-feira.

No início de 2014, a Copel espera receber os 200 milhões de reais restantes do financiamento de Colider pedido ao BNDES. Além disso, a companhia ainda espera receber 600 milhões de reais para outros projetos, ao longo do ano que vem.

O BNDES definiu um teto de 500 milhões de reais em concessão de recursos para a Copel, mas a companhia pleiteia a elevação deste limite para 1,5 bilhão.

Sebastiani ressaltou, no entanto, que não condiciona o aumento do pagamento de dividendos à liberação de recursos do BNDES. O executivo disse que também não há qualquer indicação, neste momento, sobre quando a empresa poderá elevar o pagamento de proventos aos acionistas.

"A média atual de 38 por cento (do lucro sendo destinado a pagamento de dividendos) não deve baixar mais", disse o executivo durante a apresentação.

Sebastiani disse que reconhece que a Copel está "desalinhada" no pagamento de dividendos em relação a outras empresas do setor, e que a companhia buscará chegar a 50 por cento de distribuição, embora não possa precisar quando.


Às 12h29, as ações da Copel exibiam queda de 0,07 por cento, enquanto o Ibovespa subia 0,99 por cento.

SINOP A Copel está formando consórcio com a chinesa State Grid para a concessão da hidrelétrica Sinop (MT), que ocorre na semana quem vem, disse Sebastiani. A empresa paranaense terá 49 por cento de participação no consórcio e a chinesa ficará com os 51 por cento restantes.

A apresentação de lance efetivo na disputa está condicionada ao retorno do investimento que as empresas poderão obter, avaliado até o momento da disputa. Mas Sebastiani considera que as empresas poderão obter sinergias com projetos que já possuem na região.

A hidrelétrica de Colider está a 200 quilômetros de Sinop, com ambos projetos no rio Teles Pires. Além disso, a Copel já possui linhas de transmissão na região em parceria com a State Grid.

Mercado livre

A Copel buscará vender no mercado livre de energia a eletricidade descontratada de sua geradora para os próximos anos, com intenção de fidelizar clientes, disse superintendente da empresa paranaense.

"A Copel Geração tem a estratégia de continuar alocando essa energia no mercado livre, que paga maior tarifa", disse a superintendente de Mercado de Capitais da Copel, Solange Gomide, em reunião com investidores e analistas.

A Copel tem 18 por cento do total de sua energia disponível para a venda em 2014, 23 por cento para 2015, 31 por cento para 2016 e 49 por cento para 2017.

Solange explicou que a estratégia da Copel é sempre manter entre 5 e 7 por cento do total de energia da empresa descontratada, para alocação de eletricidade no curto prazo.

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