Maiores supermercados da Bahia: Atakarejo acumula mais de R$ 6 bilhões em vendas (divulgação/Divulgação)
Repórter de Negócios
Publicado em 28 de abril de 2026 às 16h29.
O varejo alimentar brasileiro ultrapassou R$ 1,1 trilhão em faturamento em 2025 e segue como um dos principais motores da economia, respondendo por cerca de 9% do PIB. Dentro desse cenário, o Nordeste vem ganhando espaço e a Bahia se consolida como um dos mercados mais relevantes da região, impulsionada pelo crescimento de redes locais e pelo avanço do atacarejo.
Os dados do Ranking ABRAS 2026 mostram que o estado já abriga operações bilionárias e um conjunto de empresas em expansão, refletindo a combinação de consumo em alta, interiorização do varejo e maior competição por preço.
Diferentemente de estados como São Paulo ou Rio de Janeiro, onde há forte concentração em poucos gigantes, a Bahia apresenta um mercado mais pulverizado, com várias redes disputando espaço em diferentes regiões. Ao todo, as dez maiores redes do estado somam mais de R$ 12 bilhões em vendas.
Esse perfil tem duas implicações: maior competição local e mais espaço para crescimento orgânico. Além disso, o avanço para cidades médias e o fortalecimento do consumo fora das capitais têm impulsionado a expansão dessas redes.
O crescimento do atacarejo deve seguir como principal vetor de transformação no estado. Ao mesmo tempo, redes tradicionais enfrentam o desafio de manter margens em um ambiente de alta sensibilidade a preços, concorrência crescente e necessidade de ganho de eficiência.
Na prática, o varejo alimentar baiano entra em uma nova fase. Mais competitivo, mais profissionalizado e cada vez mais orientado a escala.
No topo do ranking estadual, o protagonismo é claro: o Atakarejo lidera com folga, somando R$ 6,32 bilhões em faturamento e ocupando a 21ª posição no ranking nacional.
O número evidencia a força do modelo de atacarejo na Bahia, formato que combina preço baixo e volume e vem ganhando espaço tanto entre consumidores finais quanto pequenos comerciantes.
A partir da segunda posição, o cenário muda de escala, mas segue competitivo. Redes como Rmix e Hiperideal aparecem na faixa de R$ 1 bilhão, consolidando um bloco intermediário relevante e em crescimento. Confira o ranking completo:
| Posição na Bahia | Posição Nacional | Empresa | Faturamento |
|---|---|---|---|
| 1º | 21º | Atakarejo | R$ 6,32 bilhões |
| 2º | 78º | Rmix | R$ 1,24 bilhão |
| 3º | 84º | Hiperideal | R$ 1,11 bilhão |
| 4º | 106º | Comercial de Alimentos Gilmar | R$ 831 milhões |
| 5º | 108º | Novo Mix | R$ 814 milhões |
| 6º | 113º | R.F. Atacado de Alimentos | R$ 763 milhões |
| 7º | 170º | MixBahia | R$ 398 milhões |
| 8º | 176º | Unimar | R$ 385 milhões |
| 9º | 223º | Itão Supermercado | R$ 276 milhões |
| 10º | 228º | Novo Varejo | R$ 268 milhões |
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