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Consolidação do setor petroquímico levou décadas

SÃO PAULO (Reuters) - Acionistas da Braskem e da Quattor anunciaram nesta sexta-feira acordos para a integração das duas empresas e a formação do maior grupo petroquímico das Américas. A história das duas empresas é marcada por uma série de fusões e aquisições no setor petroquímico brasileiro, que remonta às décadas de 1970 e 1980. […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h38.

SÃO PAULO (Reuters) - Acionistas da Braskem e da Quattor anunciaram nesta sexta-feira acordos para a integração das duas empresas e a formação do maior grupo petroquímico das Américas.

A história das duas empresas é marcada por uma série de fusões e aquisições no setor petroquímico brasileiro, que remonta às décadas de 1970 e 1980.

Veja detalhes sobre a origem dos dois grupos:

BRASKEM

  • A construtora Odebrecht entra no setor petroquímico em 1979, ano em que compra 30 por cento do capital votante da Companhia Petroquímica de Camaçari, na Bahia, produtora de PVC.
  • Nos anos de 1980, a empresa se consolida no setor com a criação da Odebrecht Química, com compra de participação no capital da Unipar (já uma holding de petroquímicas), Salgema e Poliolefinas.

  • A Odebrecht aproveita o Programa Nacional de Desestatização nos anos de 1990 --que praticamente tirou a Petrobras do setor petroquímico-- e passa a integrar o grupo de controle da Copesul. Compra e integra a PPH e a Polilefinas, criando a OPP Petroquímica. Da integração da Salgema e da CPC nasce a Trikem.

  • No início dos anos 2000 firma pareceria com o grupo Mariani, adquirindo controle da Copene, dando início a um processo de integração.

  • Em 2002, seis empresas se integram e formam a Braskem: Copene, OPP, Trikem, Nitrocarbono, Proppet e Polialden.

  • Junto com o Grupo Ultra e Petrobras, adquire o Grupo Ipiranga em 2007.

QUATTOR:

  • Em 1969 nasce a Unipar, sob o nome de União Participações Industriais Ltda, participando de um complexo industrial petroquímico formado pela antiga Petroquímica União, Poliolefinas, Empresa Brasileira de Tetrâmero e Carbocloro.

  • Em 1971, a Unipar participa na instalação do Pólo Petroquímico de São Paulo, o primeiro do Brasil.

  • Em 1992, a Unipar participa do Programa Nacional de Desestatização do setor petroquímico, adquirindo participações na Petroflex e Poliolefinas e aumentando fatia na antiga Petroquímica União, da qual se tornou principal acionista.

  • Constitui em 1996 a Rio Polímeros, em Duque de Caxias para construção de um complexo gás-químico no Rio de Janeiro, o primeiro a utilizar derivados de gás natural como matéria-prima.

  • Em 2000, conclui processo de descruzamento de participações societárias com a Odebrecht Química, criando assim a Polietilenos União.

  • Em novembro de 2007, a Unipar e a Petrobras fazem acordo para formação da Quattor Participações, através da consolidação de ativos envolvendo a Quattor Químicos Básicos (ex-Petroquímica União), Polietilenos União, Riopol, divisão química da Unipar, e as unidades produtoras de polipropileno da Nova Petroquímica.

  • Em 2008, forma-se a Quattor Participações, a segunda maior empresa petroquímica da América do Sul, controlada em 60 por cento pela Unipar.

(Por Rodolfo Barbosa)

 

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