Negócios

Conselheiros da Petrobras questionam redução de preços

A avaliação de alguns conselheiros é a redução de preços abalaria a estratégia da companhia para reconquistar credibilidade


	Petrobras: "A Petrobras, em função de seu caixa, tem que maximizar o retorno com seus produtos"
 (Divulgação/Petrobras)

Petrobras: "A Petrobras, em função de seu caixa, tem que maximizar o retorno com seus produtos" (Divulgação/Petrobras)

DR

Da Redação

Publicado em 4 de abril de 2016 às 15h36.

Rio - A discussão sobre uma eventual redução nos preços de diesel e gasolina pela diretoria da Petrobras, conforme notícias veiculadas na imprensa, provocou mal-estar entre integrantes do conselho de administração.

A avaliação de alguns conselheiros ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, é que o colegiado tem posição "afinada com o mercado" e a redução de preços abalaria a estratégia da companhia para reconquistar credibilidade.

A decisão cabe à diretoria, mas alguns integrantes do conselho criticaram não ter participado das discussões sobre o tema. No domingo, 3, alguns integrantes trocaram mensagens questionando a decisão pela redução de preços, veiculada na imprensa.

"A Petrobras, em função de seu caixa, tem que maximizar o retorno com seus produtos. Esta é a filosofia e recomendação do conselho. Maximizar sem expor a companhia à competição que pode ser desvantajosa", ponderou um conselheiro.

Segundo o conselheiro, a tomada de decisão "operacional" não pode depender do conselho, pois demanda agilidade.

Ainda assim, o conselho deveria ter sido consultado para avaliar se a redução de preços condiz com a estratégia de longo prazo da companhia, de recuperação de credibilidade junto ao mercado.

A avaliação da diretoria, entretanto, é que há margem para redução de preços neste ano em função da desvalorização do dólar e da queda nas vendas de combustíveis nos primeiros meses do ano.

Em janeiro e fevereiro, as vendas caíram 11%, ante uma base já reprimida em 9% em 2015.

O tema também não passou pelo colegiado da BR Distribuidora, responsável pela venda dos combustíveis. No balanço de 2015 da estatal, a BR Distribuidora registrou prejuízo de R$ 1,2 bilhão ante lucro de R$ 2,1 bilhões em 2014.

A queda foi explicada como consequência da redução das vendas.

Como a estatal revende combustíveis a preços mais altos que no mercado externo, desde o final de 2014, outras distribuidoras passaram a ampliar importações e revender a preços mais competitivos no mercado doméstico.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) indicam que a BR Distribuidora tem perdido participação no mercado.

De dezembro de 2014 a igual mês do ano passado, a participação da BR no mercado de venda de gasolina, caiu de 28,5% para 27,7% no último ano. Já no segmento de óleo diesel, foi de 38,52% para 37,23%, segundo a ANP.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoIndústria do petróleoPreçosCombustíveisGasolina

Mais de Negócios

Como um sapateiro do interior gaúcho criou uma marca de luxo espalhada pelo mundo

Novo instituto de treinamento aposta na cirurgia robótica e mira R$ 3 milhões

Do Minha Casa Minha Vida ao luxo: ele construiu um império imobiliário de R$ 3 bi no Nordeste

Amigos criam clube de beleza que fatura R$ 34 mi e tem parceria com Boca Rosa