Redação Exame
Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 10h15.
Em menos de dois anos, Michael Rumph e Darlene Person construíram uma empresa de aluguel de carros com faturamento anual de seis dígitos na plataforma Turo.
O negócio começou de forma simples: com um Toyota Corolla herdado da mãe. A empresa, chamada JDM Whipz, hoje opera com 13 veículos em Atlanta, todos adquiridos com estratégia financeira e reinvestimento total dos lucros. As informações foram retiradas de Business Insider.
O ponto de partida do negócio veio em fevereiro de 2022, quando os irmãos alugaram um carro para uma viagem em família. A experiência os surpreendeu pela facilidade do processo, acendendo o interesse de Mike, profissional de TI com 37 anos de experiência e perfil altamente analítico, em estudar o modelo de negócio da plataforma. Ao lado da irmã, começaram a se reunir semanalmente para estruturar a operação.
Com o primeiro carro, o Corolla da mãe, falecida em junho daquele ano, colocado como teste na plataforma, a demanda surpreendeu: o veículo foi alugado por dois meses e meio consecutivos. Isso deu o impulso inicial para expandir. Em um ano, já possuíam dez carros. Hoje, operam com 13, sendo 12 quitados e apenas um financiado.
A fórmula para escalar foi clara desde o início, todo lucro gerado era reinvestido. Além disso, o conhecimento técnico de Mike permitiu utilizar táticas como compras em leilões com licença de revendedor e financiamento criativo com cartões de crédito de 0% de juros. O resultado foi um portfólio de veículos construído com baixo custo e alta rotatividade.
Embora o negócio pareça informal à primeira vista, ele é sustentado por práticas típicas da gestão financeira corporativa: controle de ativos, análise de mercado, estruturação de receita recorrente e estratégias de mitigação de riscos. A escolha do plano de proteção da Turo, por exemplo, foi uma decisão baseada em trade-offs: aceitar uma porcentagem menor do lucro bruto em troca de dedutíveis mais baixos em caso de sinistro.
Além disso, a dupla administra a operação com rigor logístico: dividem a cidade de Atlanta em zonas de atuação e monitoram constantemente a concorrência local. Em média, os carros ficam pouco tempo parados entre as reservas — o que exige planejamento de manutenção e limpeza com precisão quase industrial.
A estratégia lembra práticas comuns em grandes empresas: reinvestimento constante, domínio sobre os custos operacionais e atenção total à experiência do cliente.
O caso da JDM Whipz é mais do que um exemplo de sucesso no setor de mobilidade. Ele demonstra como fundamentos da finança corporativa, controle de capital, reinvestimento, análise de riscos e gestão operacional, podem ser aplicados em empreendimentos de pequeno porte para criar estruturas altamente rentáveis.
A história de Michael e Darlene mostra que o domínio das ferramentas financeiras não se restringe às grandes corporações. No cenário atual, em que plataformas descentralizadas como a Turo permitem que indivíduos atuem como empresas, ter visão estratégica e capacidade de alocação de recursos se torna uma habilidade essencial para qualquer profissional que deseja construir um patrimônio e escalar uma operação.
O crescimento acelerado da empresa, partindo de um único ativo, um carro herdado, até uma frota diversificada e operacionalmente eficiente, só foi possível porque os irmãos aplicaram princípios sólidos de finanças e gestão.
Hoje, a meta é clara: tornar-se a locadora privada de referência em Atlanta. O caminho até aqui foi pavimentado com disciplina, inteligência de mercado e decisões financeiras certeiras — uma combinação que está ao alcance de qualquer profissional disposto a enxergar além da zona de conforto e aplicar conceitos de finanças corporativas no dia a dia.
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