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China condena empresário à morte por corrupção e bigamia

Em janeiro de 2020, Lai Xiaomin fez uma confissão transmitida pelo canal público, que exibiu imagens de um apartamento em Pequim com armários cheios de dinheiro

China condena empresário à morte por "corrupção e bigamia" (Second Intermediate People's Court of Tianjin/AFP)

China condena empresário à morte por "corrupção e bigamia" (Second Intermediate People's Court of Tianjin/AFP)

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AFP

Publicado em 5 de janeiro de 2021 às 09h02.

Última atualização em 5 de janeiro de 2021 às 11h32.

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O ex-presidente de um dos principais conglomerados financeiros da China foi condenado nesta terça-feira à pena de morte por "corrupção e bigamia", anunciou a justiça.

Lai Xiaomin, ex-presidente do China Huarong, foi considerado culpado de ter recebido 260 milhões de dólares em subornos. Os valores são "muito elevados e as circunstâncias particularmente graves, com uma clara intenção de delinquir", afirma no veredicto o tribunal de Tianjin (norte).

Lai Xiaomin também foi condenado por bigamia por ter "vivido durante muito tempo com outras mulheres" fora de seu matrimônio, com as quais teve filhos ilegítimos.

Em janeiro de 2020, Lai fez uma confissão transmitida pelo canal público CCTV, que exibiu imagens de um apartamento de Pequim supostamente de sua propriedade, com cofres e armários repletos de dinheiro.

Lai Xiaomin afirmou que não gastou nenhum centavo. "Não me atrevi a gastar o dinheiro", disse.  As imagens também mostraram carros de luxo e barras de ouro que Lai teria aceitado como suborno.

A China iniciou uma grande campanha anticorrupção em 2012, depois que o presidente Xi Jinping se tornou o líder do Partido Comunista (PCC). Desde então, mais de 1,5 milhão de dirigentes do PCC foram punidos.

Os grupos de defesa dos direitos humanos denunciam a prática na China das "confissões televisionadas" que, de acordo com as associações, são obtidas por meio de tortura ou chantagem.

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