Negócios

CEO do Uber diz que está disposto a perder dinheiro com carros voadores

A empresa espera apresentar os primeiros testes em 2020 e os modelos prontos em dois a cinco anos

Design de carro voador do Uber: “A Uber não pode se limitar aos carros”, disse CEO (Uber/Handout/Reuters)

Design de carro voador do Uber: “A Uber não pode se limitar aos carros”, disse CEO (Uber/Handout/Reuters)

Karin Salomão

Karin Salomão

Publicado em 12 de maio de 2018 às 09h00.

Última atualização em 12 de maio de 2018 às 09h00.

São Paulo – O Uber busca novas alternativa ao transporte e não tem medo de, inicialmente, perder dinheiro com esses investimentos. Para a companhia, os atuais meios de transporte não são o suficiente. Em conferência nesta semana, a companhia apresentou seus planos para o lançamento de carros voadores, em um futuro próximo.

A empresa espera apresentar os primeiros testes em 2020 e os modelos prontos em dois a cinco anos. O desenvolvimento dos veículos da chamada Uber Air está sendo feito junto com a NASA, agência espacial americana. Já a fabricação será feita por cinco companhias diferentes: Karem, Aurora Flight Sciences, Pipistrel Aircraft, Embraer e Bell Helicopter.

Os veículos, semelhantes a drones, irão decolar de helipontos, do alto de prédios ou mesmo da rua. Inicialmente eles serão pilotados por pessoas, mas a intenção do Uber é criar carros voadores autônomos. Vale lembrar que a companhia enfrentou um problema quando um carro autônomo atropelou e matou uma ciclista, em um teste no início deste mês.

A criação dos veículos voadores, que usarão energia elétrica, também depende de parcerias com um fornecedor de baterias, estações de carregamento e até com companhias imobiliárias, para construção de locais para pouso e decolagem.

Todo esse trabalho demandará altos níveis de investimento e, inicialmente, a companhia não tem previsão de lucrar com a modalidade. “Vamos ter perdas no curto prazo, a fim de termos negócios de longo prazo”, disse Dara Khosrowshahi, CEO do Uber no evento Elevate Summit.

Ele acredita que a divisão pode gerar bons resultados e compensar as perdas iniciais. “Precisamos de algumas reuniões e revisões e repassei toda a matemática de custo por milha”, afirmou.

“A Uber não pode se limitar aos carros”, disse. “Precisamos nos concentrar na mobilidade”, disse o CEO. O UberEats, o serviço de entrega de comidas, também está entre as apostas da companhia para os próximos anos. A Uber Technologies planeja ainda entregar alimentos com drones em San Diego, nos EUA, em até 30 minutos.

No entanto, a companhia tem uma grande aposta. Os carros voadores serão o futuro do transporte, projetou a companhia em um documento de 2016. A empresa de tecnologia e mobilidade urbana não é a única a se debruçar sobre esse assunto. A Boeing planeja começar a vender os primeiros modelos já em 2020.

Acompanhe tudo sobre:CarrosUbermobilidade-urbanaCarros elétricos

Mais de Negócios

Na era da IA, dados de baixa qualidade tiram sua empresa do jogo

Vai abrir uma franquia? Veja seis pontos que você deve analisar antes de investir

O que está em jogo entre Brasil e Noruega no campo dos negócios

Gigante de energéticos do interior de SC compra fatia de marca de Felipe Titto rumo a R$ 2,5 bilhões