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Apresentado por BRANDLOVERS

BrandLovers acelera profissionalização da creator economy com tecnologia e IA

Novas soluções do Creator Ads usam dados, automação e governança para reduzir gargalos, riscos e falta de escala nas campanhas com creators

 (BRANDLOVERS/Divulgação)

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EXAME Solutions
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Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 17h27.

A creator economy passa por um processo importante de reconfiguração estrutural. O setor, que cresceu impulsionado por plataformas sociais e pela explosão do conteúdo nativo, agora vê o quanto a profissionalização exige fatores além da criatividade. Tecnologia, dados e inteligência artificial entraram no centro da equação, redefinindo como marcas planejam, executam e escalam suas estratégias com creators.

Esse movimento acontece em um momento no qual o marketing de influência já é reconhecido como um canal estratégico, mas ainda opera, em muitos casos, com estruturas artesanais. Gargalos de escala, falta de previsibilidade, riscos de governança e alta carga operacional limitam o potencial do canal.

“Durante anos, o mercado cresceu rapidamente apoiado em criatividade e relacionamento, mas sem uma infraestrutura à altura. Isso criou um cenário pouco escalável, difícil de medir e com riscos reais para marcas e creators”, analisa Rapha Avellar, fundador e CEO da BrandLovers, empresa por trás do Creator Ads, primeira plataforma de anúncios para mídia de creators do mundo.

É nesse contexto que a BrandLovers tem investido na transformação do Creator Ads. Segundo a empresa, os recentes lançamentos na plataforma marcam a evolução para uma infraestrutura tecnológica capaz de levar o marketing de influência ao mesmo nível de maturidade da mídia digital tradicional.

Integração de conteúdos

O principal anúncio da BrandLovers é a integração nativa dos conteúdos de creators à Partnership Ads API da Meta. Na prática, isso permite que publicações feitas por creators sejam transformadas em anúncios de forma direta, segura e integrada ao ecossistema de mídia paga do Instagram. O que antes exigia exportações manuais, renegociações paralelas de direitos e fluxos fragmentados passa a acontecer dentro de um único sistema.

Com essa integração, as marcas conseguem impulsionar conteúdos aprovados mantendo controle sobre permissões, governança e parâmetros de segmentação. Assim, conteúdos orgânicos e pagos passam a ser analisados de forma conjunta, como mídia planejável, mensurável e comparável a outros formatos digitais.

“O que estamos fazendo é eliminar a fronteira artificial entre influência e performance. O conteúdo co Creator deixa de ser uma peça isolada e passa a fazer parte do planejamento de mídia da marca”, afirma Avellar.

Agentes de IA: seleções orientadas e automação

Historicamente um dos pontos mais subjetivos da operação, a seleção de creators também passa por uma reformulação. Com o SmartMatch AI, o Creator Ads transforma esse processo em uma decisão orientada por dados. Agentes de inteligência artificial analisam histórico de campanhas, aderência ao briefing, indicadores de performance e critérios de brand safety para recomendar creators com maior potencial e menor risco.

O impacto é prático: escolhas deixam de depender apenas de afinidade ou percepção individual e passam a seguir uma lógica próxima à do planejamento de mídia. Para marcas e agências, isso significa decisões defensáveis internamente, alinhadas a métricas claras e às exigências de compliance de grandes anunciantes.

Outro gargalo atacado pela plataforma é a operação diária. À medida que campanhas escalam, o relacionamento operacional com creators também cresce. É nesse ponto que entra o Whisper, agente de IA responsável por assumir grande parte dessa comunicação.

De acordo com a BrandLovers, o Whisper responde de forma contextualizada, com base nos dados da campanha, no briefing e no histórico do creator. Questões recorrentes são resolvidas automaticamente, com consistência e agilidade, enquanto casos sensíveis permanecem sob supervisão humana. O resultado é a redução significativa de ruído operacional e a liberação de tempo das equipes para atividades estratégicas.

A automação também chega ao controle e à governança dos conteúdos. Com a atualização da Guardian, o Creator Ads passa a validar automaticamente as peças antes da publicação, verificando aderência ao briefing, diretrizes da marca, exigências legais e critérios de segurança. Conteúdos fora do padrão são reprovados com feedback direto, acelerando ajustes e reduzindo riscos reputacionais em escala.

“Os agentes de IA não substituem o fator humano, mas assumem tudo aquilo que não deveria depender de esforço manual. Isso reduz riscos, aumenta eficiência e permite que as equipes foquem em estratégia”, destaca o executivo.

Pagamento facilitado

Avellar também destaca novidades no campo financeiro da plataforma. Segundo o executivo, a falta de previsibilidade nos pagamentos sempre foi um problema. A evolução da CreatorPay, no entanto, cria uma infraestrutura que garante mais liquidez aos creators, permitindo acesso mais rápido aos valores a receber — em alguns casos, poucas horas após a publicação. Para marcas e agências, o fluxo permanece o mesmo; a tecnologia absorve o intervalo e resolve o problema sem fricção operacional.

Os dados reforçam a relevância dessa frente. Segundo a pesquisa Creator POV 2025, feita pela BrandLovers, 68% dos creators mais experientes relatam baixa segurança financeira, índice que sobe para 73% entre os menos experientes. Ao endereçar esse ponto, a CreatorPay amplia a adesão às campanhas, reduz desistências e contribui para operações mais estáveis.

Para além de novas funcionalidades, as ferramentas do Creator Ads sinalizam a necessidade de creators e marcas acompanharem as mudanças na forma como o marketing de influência é pensado e operado.

“A creator economy está entrando em uma nova fase. Quem entender que creators já são mídia e que isso exige infraestrutura, dados e governança vai sair na frente. Nosso papel é viabilizar essa transição”, conclui Avellar.

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