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BMO corta recomendação de portuguesa Galp Energia

Segundo analistas, investigação sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras podem atrasar desenvolvimento do pré-sal brasileiro


	Sede da Galp, em Portugal: BMO ressaltou que a Galp está "altamente exposta" ao pré-sal brasileiro
 (Divulgação/GALP)

Sede da Galp, em Portugal: BMO ressaltou que a Galp está "altamente exposta" ao pré-sal brasileiro (Divulgação/GALP)

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Da Redação

Publicado em 18 de março de 2015 às 08h29.

Lisboa - A BMO Capital Markets cortou a recomendação das ações do grupo português Galp Energia para "market perform" ante "outperform", incorporando a suas estimativas um atraso no desenvolvimento do pré-sal brasileiro devido à investigação sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras.

"A investigação em curso sobre suspeitas de corrupção vai impactar o Brasil e a indústria petrolífera em todos os níveis, e é agora esperado que impacte a entrega dos desenvolvimentos na bacia pré-sal de Santos", afirmaram os analistas da BMO Brendan Warn e Ruth Chambers.

Nesta semana, o Ministério Público Federal denunciou o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por crimes de corrupção no âmbito da operação Lava Jato, que investiga denúncias envolvendo pagamento de propina como resultado de fraudes em licitações da Petrobras.

A BMO ressaltou que a Galp está "altamente exposta" ao pré-sal brasileiro e por isso também exposta ao risco de impactos adicionais da atual investigação sobre corrupção.

Os analistas alertaram que atrasos adicionais poderão ter ainda mais consequências negativas nas suas estimativas.

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