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Biosev reduz mix para açúcar de 52,8% para 39,7%

O presidente da Biosev, Rui Chammas, afirmou que mudanças operacionais em unidades foram necessárias para ampliar a capacidade de produzir mais etanol

Biosev: companhia avalia que o mix de destino da cana para o açúcar no Centro-Sul em 2018/2019 será ainda menor do que o atual das suas usinas (foto/Divulgação)

Biosev: companhia avalia que o mix de destino da cana para o açúcar no Centro-Sul em 2018/2019 será ainda menor do que o atual das suas usinas (foto/Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 22 de junho de 2018 às 18h41.

Ribeirão Preto - O longo cenário de preços favorável ao etanol em relação ao açúcar, iniciado em meados de 2017, fez com que a Biosev reduzisse o mix de destino da cana-de-açúcar processada em suas usinas para a produção do adoçante de 52,8% para apenas 39,7%, se comparados o período atual da safra 2018/2019 e o da passada. Com isso, a cana para a produção do biocombustível saiu de 47,2% para 60,3%.

"Vivemos o primeiro período prolongado em que o etanol tem um prêmio maior do que o açúcar", justificou Dorothea Soule, diretora comercial e de originação da Biosev.

O presidente da Biosev, Rui Chammas, afirmou que mudanças operacionais em unidades foram necessárias para ampliar a capacidade de produzir mais etanol.

"Nós temos um prêmio 10% maior para o etanol sobre o açúcar em São Paulo e 20% superior em Mato Grosso do Sul, e os maiores investimentos foram lá naquele estado", afirmou o executivo, durante evento da companhia em Ribeirão Preto (SP). "Acreditamos que indústria fará mais etanol neste ano e também no ano que vem".

A companhia avalia que o mix de destino da cana para o açúcar no Centro-Sul em 2018/2019 será ainda menor do que o atual das suas usinas e ficará em apenas 37,3%, ante 46% em 2017/2018.

Com isso, a oferta de açúcar na atual safra na região será de 28,1 milhões de toneladas, contra 36,06 milhões de toneladas em 2017/2018.

A menor oferta do Brasil deve ajudar para que o superávit global de açúcar em 2018/2019 fique em apenas 1,04 milhão de toneladas, na avaliação da Biosev, contra estimativas superiores a 5 milhões de toneladas do mercado. "Esperamos no ano que vem ter um mercado e preços mais equilibrados do que temos hoje para o açúcar", afirmou Dorothea Soule.

Além do açúcar, a Biosev estima que a moagem nas usinas do Centro-Sul do Brasil fique em 563,1 milhões de toneladas em 2018/2019, com uma produção de 29,2 bilhões de litros de etanol no período.

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