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Aéreas terão lucro de 7,2 bilhões de dólares em 2007

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) reviu os resultados, que serão um pouco melhores. O setor, porém, ainda está longe da sustentabilidade

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h38.

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Foram seis anos de amargos prejuízos. Mas em 2007, o cenário será outro para o setor aéreo. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), já havia previsto a volta ao lucro no próximo ano. Mas o resultado será ainda melhor: em vez de 6,2 bilhões de dólares, o setor deve lucrar 7,3 bilhões em 2007.

O prejuízo previsto para 2006 também foi revisto. Passou de 4,3 bilhões de dólares para 2,2 bilhões de dólares. Segundo o diretor geral da IATA, Giovanni Bisignani, as economias de Ásia e Europa, e principalmente a americana, ajudarão a diminuir as perdas este ano.

Apesar da boa notícia, o executivo pede cautela. "Um lucro de 7,2 bilhões de dólares representa um retorno de apenas 3% do capital investido. A diminuição dos custos precisa ser prioridade para a indústria da aviação", diz Bisignani. "A indústria está longe da sustentabilidade".

O outro desafio está no preço do petróleo. As previsões realizadas pela Iata consideraram o preço do barril em 57 dólares em 2006 e 52 dólares em 2007. O diretor da IATA diz que a indústria petrolífera tem certa culpa.

"Em vez de expandir a capacidade das refinarias, as empresas de petróleo planejam pagar dividendos de quase 1 trilhão de dólares nos próximos dois anos aos investidores. O setor aéreo contribui, sozinho, com 14 bilhões de dólares desse lucro", diz Bisignani. "É hora de os governos tomarem iniciativas que encorajem os investimentos nas refinarias".

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