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Ações da Redecard caem com IPO da Visanet

Papéis da empresa apresentam a maior queda da sessão após notícia de que concorrente vai retomar oferta de ações

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h40.

A notícia de que a Visanet vai retomar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) derrubou os papéis da Redecard na Bovespa, nesta quinta-feira (23/4). Em um dia de alta da bolsa brasileira, as ações ordinárias da companhia (RDCD3, com direito a voto) andam na contramão do mercado. Às 9h42, os papéis registravam forte queda de 4,33% - a maior da sessão -, negociados a 26,50 reais. O motivo é que, com mais uma operadora de cartões listada na Bovespa, a oferta de ações de empresas do setor vai aumentar, sem que, necessariamente, exista demanda.

Como antecipou o blog Direto do Pregão, de EXAME, nesta quarta-feira (22/4), a Visanet entrará com pedido de registro do IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) até sexta-feira. Esta não é a primeira tentativa da empresa de abrir seu capital. Em agosto do ano passado, a Visanet comunicou sua intenção. Mas o agravamento da crise econômica mundial, com a consequente aversão dos investidores ao risco e o sumiço da liquidez, levou a empresa a suspender os planos.

Os principais acionistas da companhia são Bradesco (39%), Banco do Brasil (31%), Santander (14%) e Visa International (10%). A Visanet tem cerca de 45% do mercado em que atua. As ações do Bradesco e do BB sobem nesta quinta-feira com a expectativa de que essas instituições lucrem com o IPO da Visanet. Às 14h54, as ações ordinárias do BB subiram 3,99%, para 18,51 reais. Já os papéis preferenciais do Bradesco avançavam 3,74%, para 25,79 reais.

Se confirmada, este será o primeiro IPO no mercado brasileiro desde junho do ano passado, quando a OGX abriu seu capital e levantou 6,711 bilhões de reais com a venda de ações. A oferta da Visanet também vem na esteira da distribuição realizada pela Redecard em março. No mês passado, a companhia realizou uma emissão secundária de papéis de 2,213 bilhões de reais. Foi seu terceiro lançamento de papéis desde que se listou na Bovespa. A operação também assinalou o retorno dos investidores estrangeiros ao Brasil. Esse grupo de investidores comprou 87% das ações emitidas.
 

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