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Absolvido, Duda anuncia fusão de sua agência

Duda Mendonça acaba de anunciar a fusão de sua agência com a do sociólogo Antonio Lavareda, outro especialista na área de marketing político


	Pelos serviços prestados ao PT, Duda recebeu R$ 10,5 milhões, depositados em uma conta no exterior
 (Ricardo Benichio/Contigo)

Pelos serviços prestados ao PT, Duda recebeu R$ 10,5 milhões, depositados em uma conta no exterior (Ricardo Benichio/Contigo)

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Da Redação

Publicado em 5 de dezembro de 2012 às 12h54.

São Paulo - Absolvido no julgamento do mensalão, o publicitário Duda Mendonça, que coordenou a campanha vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, está tentando retomar os negócios no meio publicitário. Ele acaba de anunciar a fusão de sua agência com a do sociólogo Antonio Lavareda, outro especialista na área de marketing político.

Duda foi acusado no julgamento do mensalão pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele foi inocentado, porém, juntamente com sua sócia na agência de publicidade, Zilmar Fernandes.

Durante o período em que figurou como réu, a Duda Propaganda enfrentou uma drástica redução de suas atividades, principalmente em campanhas eleitorais. Com a absolvição, o publicitário e sua sócia procuram retomar os negócios. Pretendem atuar principalmente na áreas institucional e governamental.

A empresa formada com Lavareda, chamada DM/Blackninja, tem sede no Recife (PE), com unidades em São Paulo, Distrito Federal e Maranhão. É presidida por Benjamin Azevedo. Duda comandará a área de criação.

Além da campanha de Lula em 2002, Duda atuou em campanhas políticas de Paulo Maluf, Celso Pitta, Marta Suplicy e Roseana Sarney. Lavareda ficou conhecido principalmente por assessorar partidos de oposição ao PT, como o PSDB e o DEM. Entre outros, fez campanha para Fernando Henrique Cardoso.

Pelos serviços prestados ao PT, Duda recebeu R$ 10,5 milhões, depositados em uma conta no exterior. Na investigação apurou-se que o dinheiro veio do empresário Marcos Valério, o operador do mensalão. O Supremo Tribunal Federal entendeu, porém, que Duda e sua sócia não sabiam da origem do dinheiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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