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9 gráficos que mostram como o varejo atravessa a crise

Pesquisa do Centro de Inteligência Padrão (CIP) mostra que os efeitos da crise variam (e muito) para cada nicho dentro do comércio varejista


	Varejo: poucos nichos dentro do segmeno conseguiram crescer acima da inflação em 2015
 (Minerva Studio/Thinkstock)

Varejo: poucos nichos dentro do segmeno conseguiram crescer acima da inflação em 2015 (Minerva Studio/Thinkstock)

Luísa Melo

Luísa Melo

Publicado em 29 de agosto de 2016 às 11h45.

São Paulo - Em 2015, por conta da inflação elevada, do crédito restrito e do desemprego crescente, o nível de consumo caiu. O reflexo disso no varejo foi evidente: o volume de vendas encolheu 4,3% no ano – o pior resultado desde 2001, início da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), feita pelo IBGE.

Para se ajustar à demanda, muitas empresas do setor precisaram demitir e fechar lojas.

Mas, uma pesquisa divulgada recentemente pelo Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria com a Serasa Experian e o Insper, mostra que os efeitos da crise variam (e muito) para cada nicho dentro do comércio varejista.

O "Ranking NOVAREJO Brasileiro 2016" compila as 300 maiores empresas da área de acordo com o faturamento que tiveram em 2015. Ele só foi concluído em julho, porque muitas companhias demoram para divulgar seus balanços anuais, segundo do CIP.

Entenso e diverso

Poucos setores dentro do varejo conseguiram crescer acima da inflação, que fechou 2015 em 10,67%. O aumento médio da receita das 300 maiores empresas, inclusive, ficou abaixo, em 9,2%, ou seja, houve uma queda real.

Um dos especializados que teve destaque, porém, foi o “atacarejo”, cujo faturamento avançou 18,2% e cujas lojas tiveram uma expansão de 11,8%.

"Ao oferecer produtos por preços inferiores àqueles praticados normalmente em super e hipermercados justamente pelo modo como são comercializados, os ‘atacarejos’ atraíram consumidores que estavam preocupados em reduzir gastos sem necessariamente renunciar a alguns produtos de suas cestas de compras", explica o CIP, em nota.

Já as livrarias e papelarias, que tiveram a segunda maior taxa de aumento nas vendas, de 14,7%, aproveitaram a redução do número pontos de venda (de 2,8%) para aumentar a rentabilidade por loja.

Outras áreas como o varejo de eletroeletrônicos e móveis, o de vestuário e lojas de departamento e também o de materiais de construção, registraram recuo nas vendas mesmo desconsiderada a inflação.

Nos gráficos abaixo, veja outros indicadores sobre o desempenho das 300 maiores varejistas no ano passado.

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* A rentabilidade por loja é calculada dividindo-se o faturamento líquido pelo número de lojas. 

** A rentabilidade por funcionário é calculada dividindo-se o faturamento líquido pelo número de funcionários.

*** O endividamento é calculado dividindo-se o capital de terceiros pelo patrimônio líquido, ou seja, mede o quanto as empresas dependem de financiamentos em relação ao capital próprio. 

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