Mundo

Wal-Mart vende lojas para concorrente e deixa Alemanha

Depois de decepcionar-se com o mercado alemão, companhia amargará prejuízos da ordem de 1 bilhão de dólares

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de outubro de 2010 às 18h38.

Após nove anos de operações, o Wal-Mart anunciou nesta sexta-feira (28/7) que vai deixar de atuar no mercado alemão, considerado um dos mais competitivos da Europa. Segundo o jornal britânico Financial Times, a empresa venderá 85 supermercados para sua concorrente Metro e amargará prejuízos da ordem de 1 bilhão, além de impostos.

A gigante americana vinha lutando para ganhar espaço no mercado alemão desde 1997, mas se deparou com um cenário de forte competição e baixo consumo. O faturamento da empresa no país em 2005 ficou em 2,5 bilhões de dólares, contribuindo pouco para o montante de 312 bilhões de dólares registrado nas operações mundiais no ano passado. "Ficou claro para nós que, dadas as condições de negócios na Alemanha, seria muito difícil obter a escala e os resultados desejados", afirma o vice-presidente do Wal-Mart, Michael Duke.

Há dois meses, a rede de supermercados deixou também a Coréia do Sul, vendendo 16 lojas para o varejista local Shinsegae por 882 milhões de dólares. A companhia não divulgou quanto lhe renderá a venda das lojas na Alemanha. "Essa decisão marca nosso posicionamento de focar os investimentos em mercados nos quais poderemos alcançar nossos objetivos", diz Duke.

Para a Metro, o negócio representa maior força no mercado local. "Com a aquisição, complementamos nossa rede de lojas e aumentamos nosso poder de vendas na Alemanha", afirma o presidente da companhia, Hans-Joachim Körber. As 85 lojas da rede do Wal-Mart na Alemanha empregam hoje mais de 11 000 funcionários.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Mundo

Partido de Honduras rejeita eleições e acusa interferência dos EUA

'Decepcionado', diz Trump sobre Zelensky por demora em analisar plano de paz

Venezuela reconhece morte de Alfredo Díaz, preso após eleições de 2024

'Tarifaço' da França? Macron alerta China sobre superávit com UE