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Trump fará discurso à nação na quinta em meio à escalada da tensão entre EUA e Irã

Discurso ocorre em meio à troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e à ruptura do cessar-fogo firmado em junho

Trump fará discurso à nação nesta segunda-feira em meio à escalada da tensão entre EUA e Irã (Saul Loeb/AFP)

Trump fará discurso à nação nesta segunda-feira em meio à escalada da tensão entre EUA e Irã (Saul Loeb/AFP)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 13 de julho de 2026 às 17h46.

Última atualização em 13 de julho de 2026 às 22h00.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que fará um pronunciamento à nação na noite de quinta-feira, 16,  em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o discurso ocorrerá às 21h no horário da costa leste dos Estados Unidos, o que equivale a 22h em Brasília. O presidente não antecipou quais temas serão abordados.

O anúncio foi feito após Trump declarar, também nesta segunda-feira, que os Estados Unidos voltarão a impor um bloqueio marítimo a embarcações iranianas que cruzem o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte global de petróleo.

Segundo o presidente norte-americano, o governo dos EUA também passará a cobrar uma taxa de 20% de navios de outros países que utilizarem a via marítima, apresentada como uma forma de compensação pelos custos da proteção oferecida pelos Estados Unidos.

As medidas foram anunciadas após a troca de ataques entre forças norte-americanas e iranianas no Golfo Pérsico desde a semana passada. O confronto interrompeu o cessar-fogo previsto no memorando de entendimento firmado entre os dois países em 17 de junho.

Em resposta às declarações de Trump, o Exército do Irã afirmou nesta segunda-feira que não aceitará, “sob nenhuma circunstância”, qualquer tentativa de interferência dos Estados Unidos na administração do Estreito de Ormuz.

Bloqueio em Ormuz

Navios-tanque de petróleo e gás foram afetados pelo fechamento do Estreito de Ormuz, o que levou a uma crise energética global decorrente da guerra no Oriente Médio. (Vista aérea)

Estreito de Ormuz: bloqueio pressiona petróleo, gás e fertilizantes (Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 13, a retomada do bloqueio naval aos portos do Irã e informou que o governo americano passará a cobrar uma tarifa de 20% sobre todas as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz.

A medida amplia a tensão entre Washington e Teerã após dias de confrontos entre os dois países. Em resposta, o governo iraniano rejeitou qualquer atuação dos Estados Unidos sobre a hidrovia e afirmou que a colaboração de países do Golfo com Washington será considerada "um ato de guerra".

O anúncio foi feito por Trump em uma publicação nas redes sociais. No texto, o presidente declarou que o Estreito de Ormuz permanece "aberto" e confirmou a retomada do bloqueio direcionado a embarcações iranianas.

"Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim chamado porque impede apenas que navios iranianos ou seus clientes entrem ou saiam", escreveu.

Na mesma publicação, Trump afirmou que os Estados Unidos passarão a cobrar uma taxa equivalente a 20% sobre todas as cargas que cruzarem a hidrovia. Segundo ele, o objetivo é ressarcir os custos das operações militares e de segurança conduzidas pelo país na região.

"Seremos reembolsados, à taxa de 20% sobre todas as cargas transportadas, por quaisquer custos necessários para fornecer segurança e proteção", afirmou.

Em entrevista à Fox News, o presidente americano declarou que os Estados Unidos assumirão o papel de "os guardiões do Estreito". Segundo Trump, Washington já monitorava a área sem receber compensação financeira e, a partir de agora, será remunerado por países que utilizam a rota marítima.

"Vamos receber dinheiro para protegê-lo. Muito dinheiro. Tudo o que queremos é ser reembolsados por fazer tudo isso, por colocar nosso povo em perigo", declarou.

Ao comentar a atuação americana na região, Trump afirmou que os Estados Unidos estão "tomando o controle" da passagem marítima e voltou a acusar o governo iraniano de agir de má-fé durante as negociações entre os dois países.

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