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Vídeo: incêndios na Patagônia devastam florestas e colocam Argentina em alerta

Região está sob alerta máximo devido a seca extrema, ventos fortes e avanço rápido das chamas em mais de 5 mil hectares.

Um incêndio florestal é registrado atingindo o Monte Pirque, em El Hoyo, na região da Patagônia ( Martin LEVICOY / AFP via Getty Images/AFP)

Um incêndio florestal é registrado atingindo o Monte Pirque, em El Hoyo, na região da Patagônia ( Martin LEVICOY / AFP via Getty Images/AFP)

Ana Dayse
Ana Dayse

Colaboradora

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 17h57.

Última atualização em 11 de janeiro de 2026 às 11h20.

Incêndios florestais avançaram sobre áreas da Patagônia argentina neste domingo, 11, um dos destinos turísticos mais populares do país. Desde a última segunda-feira, o fogo destruiu extensas áreas de mata, imóveis e forçando pessoas a deixarem a região. Segundo autoridades locais, cerca de 3 mil hectares de floresta já foram consumidos pelas chamas, impulsionadas por condições severas de seca e ventos fortes.

As áreas mais afetadas ficam na Comarca Andina, no coração da Cordilheira dos Andes, incluindo os municípios de El Bolsón, Lago Puelo e El Hoyo, conhecidos por suas montanhas, lagos e trilhas frequentadas por turistas.

O governo da província de Chubut informou que helicópteros, aviões anfíbios e aeronaves-tanque estão sendo utilizados no combate ao fogo. No entanto, grandes colunas de fumaça têm dificultado a visibilidade e comprometido o trabalho das equipes em solo.

Em publicação pelo X neste sábado, 10, o governador Ignacio Torres alertou que “as próximas 48 horas são vitais” e pediu que a população permaneça em estado de alerta. Ele afirmou que mais de 3 mil turistas foram retirados da área do balneário de Puerto Patriada, além de dezenas de moradores locais.

De acordo com Torres, ao menos oito aeronaves atuam em diferentes frentes do incêndio na Argentina, com apoio adicional de brigadistas vindos do Chile e da província argentina de Córdoba. Quase 500 pessoas, entre bombeiros, equipes de resgate, forças de segurança e pessoal de apoio, participam da operação, que já enfrenta focos que consumiram mais de 5.500 hectares de campos e florestas nativas.

Entre as ações prioritárias estão o reforço de aceiros, o resfriamento de pontos críticos e a abertura e ampliação de estradas para facilitar o acesso das equipes.

Os incêndios florestais são recorrentes no verão argentino, entre dezembro e março, período marcado por altas temperaturas, ventos intensos e escassez de chuvas. O Serviço Nacional de Manejo do Fogo da Argentina emitiu alerta vermelho para risco extremo de incêndios em oito províncias do centro e do sul do país.

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