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Venezuela e Colômbia se enfrentam dentro e fora de campo

O ranço entre os dois países se intensificou desde que o presidente colombiano afirmou que a Venezuela estava se encaminhando para virar uma ditadura

Ponte Simón Bolívar: ligação entre Venezuela e Colômbia, na cidade de San Cristóbal, ficou marcada pelo tráfego de venezuelanos em busca de comida no país vizinho (Mario Tama/Getty Images)

Ponte Simón Bolívar: ligação entre Venezuela e Colômbia, na cidade de San Cristóbal, ficou marcada pelo tráfego de venezuelanos em busca de comida no país vizinho (Mario Tama/Getty Images)

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EXAME Hoje

31 de agosto de 2017, 08h27

A Colômbia enfrenta a Venezuela nesta quinta-feira, às 18h no horário de Brasília, no estádio de Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, na Venezuela. A partida é válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Atrás do Brasil, a Colômbia é a vice-líder da competição, que está na 15ª de 18 rodadas, com 24 pontos, e a Venezuela está na lanterna, sem chances de classificação para o mundial, com 6 pontos. No campo, não há disputa — mas atritos políticos não faltam.

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Na noite de segunda-feira, o governo colombiano enviou uma carta de protesto à Venezuela, acusando as forças de segurança venezuelanas de terem cruzado a fronteira na noite de sábado, e ainda terem roubado celulares e dinheiro dos moradores. O ranço entre os dois países se intensificou desde que o presidente Juan Manuel Santos afirmou, após a eleição da Constituinte, que a Venezuela estava se encaminhando para virar uma ditadura.

A cidade venezuelana de San Cristóbal, na região dos Andes, fica praticamente na fronteira com a Colômbia e é conhecida como a Cidade da Cordialidade. É a capital do estado de Táchira, governado pelo chavista José Vielmo. Mesmo fazendo parte do mesmo partido que o presidente Nicolás Maduro, Vielmo vem permitindo que venezuelanos famintos cruzem a fronteira com a Colômbia — fluxo que estava proibido desde agosto de 2015. Em julho do ano passado, por um período de doze horas, as pessoas puderam atravessar a ponte Simón Bolívar para buscar comida em solo colombiano. Depois disso, as fronteiras começaram a ser reabertas.

O bloqueio de circulação entre os dois países — justificado por Maduro como uma luta contra o contrabando e o crime organizado — foi especialmente trágico para o estado fronteiriço de Táchira, que ficou bastante desabastecido de itens básicos. Vários colombianos foram deportados, no que foi o início da crise diplomática. Há de se esperar que, pelo menos no jogo, colombianos e venezuelanos possam desfrutar de um momento de trégua. O Brasil também entra em campo hoje, às 21h45, para enfrentar o Equador.