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Venezuela repudia declarações de Obama e rejeita ingerência

Governo criticou as declarações do presidente americano sobre a situação que o país atravessa

Caracas - O governo da Venezuela criticou nesta quinta-feira as declarações do presidente americano, Barack Obama, sobre a situação que o país atravessa, argumentando que elas representam uma "nova e grosseira ingerência nos assuntos internos" da nação.

"O governo da República Bolivariana da Venezuela repudia taxativamente as declarações emitidas (...) pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama", disse a chancelaria em comunicado oficial.

Segundo a nota, as declarações feitas ontem por Obama são baseadas em "informação falsa e afirmações sem fundamento". A chancelaria lamentou que o governo dos EUA sigam "agredindo um país livre e soberano da América Latina e Caribenha, cujas políticas (...) são o resultado da vontade popular expressada democraticamente".

Além disso, o comunicado acusou os Estados Unidos de financiarem, encorajarem e defenderem "os dirigentes opositores que promovem a violência". O texto disse ainda que o governo venezuelano seguirá "tomando as ações necessárias para impedir que agentes americanos busquem implementar a violência e a desestabilização".

Obama condenou ontem no México, onde estava em visita oficial, a violência na Venezuela e pediu que governo de Nicolás Maduro cumpra com as "exigências legítimas" de seu povo, ao invés de desviar a atenção expulsando diplomatas americanos com "falsas acusações".

O presidente pediu que o governo venezuelano liberte os manifestantes que foram detidos nos protestos opositores e realize um "diálogo verdadeiro".

O governo venezuelano responsabilizou os EUA pela violência que manchou as manifestações pacíficas na Venezuela e no domingo anunciou a expulsão do país dos diplomatas americanos Breeann Marie McCusker, Jeffrey Gordon Elsen e Kristofer Lee Clark.

Os protestos contra o governo se sucedem na Venezuela desde 12 de fevereiro, quando uma marcha convocada por estudantes e opositores terminou em violência, o que Maduro atribuiu a um plano da oposição para tirá-lo do poder com a anuência dos Estados Unidos.

O chanceler da Venezuela, Elias Jaua, acusou "funcionários de diferentes níveis" dos Estados Unidos de promover grupos violentos e de dar lhes apoio financeiro através de "organizações de fachada". 

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