Ataque à Venezuela: Caracas diz que bombardeio fere Carta das Nações Unidas (US SECRETARY OF HOMELAND SECURITY KRISTI NOEM'S X ACCOUNT/AFP Photo)
Redação Exame
Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 09h11.
Última atualização em 3 de janeiro de 2026 às 10h36.
O governo da Venezuela solicitou neste sábado, 3, a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU após bombardeios realizados pelos Estados Unidos em diferentes regiões do país, incluindo a capital, Caracas. A informação foi divulgada pela agência EFE.
De acordo com a reportagem, o pedido foi formalizado por meio de uma carta enviada ao presidente do Conselho de Segurança, o embaixador da Somália, Abukar Dahir Osman. Uma cópia do documento também foi encaminhada ao secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres.
No texto, o governo venezuelano pede que o Conselho se reúna com urgência para analisar o que classifica como “atos de agressão” cometidos pelos Estados Unidos contra o país.
A Venezuela solicita ainda que o órgão condene formalmente as ações militares, exija o cessar imediato dos ataques armados e adote medidas para que o governo americano responda pelos “crimes de agressão” supostamente praticados em território venezuelano.
Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após uma série de explosões em Caracas (LUIS JAIMES/AFP)
Segundo a carta, os bombardeios violariam de forma flagrante a Carta das Nações Unidas, que determina que os estados membros devem se abster do uso ou da ameaça do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de outros países.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a ofensiva em uma publicação na rede social Truth Social. Segundo ele, os EUA realizaram “com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder”, afirmando que o presidente Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e retirados do país por via aérea.
🚨 CARACAS SOB ATAQUE 🚨
💥💥💥💥💥💥💥💥💥💥💥💥Mais imagens do ataque criminoso dos EUA contra a Venezuela, uma nação soberana que nunca em hipótese alguma ameaçou a soberania dos EUA nem a segurança dos norte-americanos.
O mundo vai mudar rápido agora, principalmente na… pic.twitter.com/25oR3VrCaH
— Bruno Brezenski (@bbbrezenski) January 3, 2026