Mundo

Vaticano rejeita participar do Conselho de Paz de Trump para Gaza

O conselho foi inicialmente idealizado para supervisionar a trégua na região

Telão na Praça de São Pedro, no Vaticano (Alberto Pizzoli/AFP Photo)

Telão na Praça de São Pedro, no Vaticano (Alberto Pizzoli/AFP Photo)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 17 de fevereiro de 2026 às 20h40.

O Vaticano anunciou nesta terça-feira que não participará do “Conselho da Paz”, organismo internacional lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A decisão foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin.

O conselho foi inicialmente idealizado para supervisionar a trégua em Gaza e coordenar a reconstrução após a guerra entre Hamas e Israel. Com o passar dos meses, porém, sua proposta se ampliou para atuar na resolução de conflitos internacionais em geral, o que gerou preocupações sobre a possibilidade de Trump tentar criar um órgão que rivalize com as Nações Unidas.

Parolin afirmou que a Santa Sé não integrará a iniciativa e reforçou o papel da ONU na gestão de crises globais.

"Para nós, há algumas questões críticas que deveriam ser resolvidas", declarou o cardeal, sem detalhar quais seriam essas condições.

Ele destacou que, no âmbito internacional, cabe sobretudo às Nações Unidas administrar esse tipo de situação.

Desde o anúncio do “Conselho da Paz”, feito por Trump no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, pelo menos 19 países aderiram à carta fundadora da entidade. Segundo o plano, membros permanentes devem contribuir com um bilhão de dólares para integrar o organismo, o que levou críticos a classificar a proposta como uma espécie de “versão paga” do Conselho de Segurança da ONU.

Com informações da AFP

Acompanhe tudo sobre:Faixa de GazaVaticanoIsraelDonald Trump

Mais de Mundo

Irã e EUA avançam em 'linhas gerais' para um possível acordo nuclear

Congresso do Peru destitui presidente interino José Jerí

Rússia e Ucrânia retomam negociações de paz em Genebra

Hillary Clinton cobra divulgação total dos arquivos de Epstein