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Vaticano julgará cinco por vazamento de documentos secretos

Os jornalistas Nuzzi e Fittipaldi são os autores dos livros "Via Crucis" e "Avarizia", elaborados com documentos classificados da Santa Sé


	Vaticano: Os jornalistas Nuzzi e Fittipaldi são os autores dos livros "Via Crucis" e "Avarizia", elaborados com documentos da Santa Sé
 (Alberto Pizzoli/AFP)

Vaticano: Os jornalistas Nuzzi e Fittipaldi são os autores dos livros "Via Crucis" e "Avarizia", elaborados com documentos da Santa Sé (Alberto Pizzoli/AFP)

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Da Redação

Publicado em 21 de novembro de 2015 às 13h03.

Cidade do Vaticano - A justiça do Vaticano julgará cinco pessoas acusadas de vazamento de documentos secretos de caráter financeiro da Santa Sé que foram publicados em dois livros, confirmaram a Efe fontes ligadas ao caso.

Os acusados são o sacerdote espanhol Lúcio Vallejo Balda, a ex- relações públicas italiana Francesca Chaouqui, os jornalistas italianos Gianluigi Nuzzi, Emiliano Fittipaldi e Nicola Maio, este último ex-excolaborador da Comissão investigadora dos organismos econômicos e administrativos da Santa Sé (Cosea).

Vallejo Balda está em prisão preventiva no edifício da Gendarmaria vaticana desde 1º de novembro. Chaouqui foi solta e está à disposição da magistratura por ter colaborado com a justiça vaticana.

Os jornalistas Nuzzi e Fittipaldi são os autores dos livros "Via Crucis" e "Avarizia", elaborados com documentos classificados da Santa Sé, e já estavam sendo investigados desde 11 de novembro neste caso de vazamento de informação, que já é chamado de "Vatileaks2".

Maio, por sua vez, é um antigo colaborador da Cosea, da qual também fizeram parte Vallejo Balda e Chaouqui.

A primeira audiência está marcada para a próxima terça-feira, 24 de novembro. Se condenados eles podem enfrentar penas que vão de quatro a oito anos de prisão.

Após saber da notícia, Nuzzi escreveu uma mensagem no Twitter em que afirmou "orgulhoso de ter escrito uma investigação, orgulhoso de #viacrucis #nomeequivoco #nãoinquisição".

"Podem fazer o que quiserem, mas até o fim do mundo haverá jornalistas de darão notícias como #viacrucis", acrescentou. 

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