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Vaticano expressa preocupação com ascensão populista na Itália

O Vaticano está preocupado com os resultados da eleição nacional da Itália, que mostraram um grande avanço de partidos populistas e anti-imigrantes

Vaticano: Francisco, que nasceu na Argentina e vem de uma família de imigrantes italianos, tem defendido a causa imigrante desde que tomou posse em 2013 (Reprodução/Wikimedia Commons)

Vaticano: Francisco, que nasceu na Argentina e vem de uma família de imigrantes italianos, tem defendido a causa imigrante desde que tomou posse em 2013 (Reprodução/Wikimedia Commons)

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Reuters

Publicado em 6 de março de 2018 às 16h47.

Cidade do Vaticano - O Vaticano expressou nesta terça-feira preocupação com os resultados da eleição nacional da Itália, que mostraram um grande avanço de partidos populistas e anti-imigrantes.

Os grandes vencedores foram a Liga - maior partido de um agrupamento de centro-direita que utilizou a retórica anti-imigração mais incendiária durante a campanha - e o anti-establishment Movimento 5 Estrelas.

O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, foi indagado nos bastidores de uma conferência sobre imigração se a Santa Sé está preocupada com os resultados.

"A Santa Sé tem que trabalhar em quaisquer condições que surjam. Não podemos (sempre) ter a sociedade que gostaríamos de ter, ou as condições que gostaríamos de ter", disse ele à agência de notícias católica SIR.

Foi a primeira reação pública do Vaticano à votação e a de maior peso, porque Parolin, seu principal diplomata, só está abaixo do papa Francisco na hierarquia da Santa Sé.

Durante a campanha o líder da Liga, Matteo Salvini, se desentendeu com o papa várias vezes no quesito imigração.

Francisco, que nasceu na Argentina e vem de uma família de imigrantes italianos, tem defendido a causa imigrante desde que tomou posse em 2013.

No ano passado ele pediu uma mudança radical na atitude em relação aos imigrantes, dizendo que eles deveriam ser acolhidos com dignidade e denunciando a "retórica populista" que afirmou estar alimentando o medo e o egoísmo em países ricos.

A centro-direita prometeu deportar centenas de milhares de imigrantes se conseguir formar um governo.

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