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Varejistas dos EUA reduzem planos de expansão do Reino Unido

As varejistas norte-americanas adicionaram uma nota de cautela aos seus planos no Reino Unido e Europa

A desaceleração dos planos é um retrocesso para o setor de varejo no Reino Unido que tem visto vários varejistas dos Estados Unidos a mirar o país (Divulgação)

A desaceleração dos planos é um retrocesso para o setor de varejo no Reino Unido que tem visto vários varejistas dos Estados Unidos a mirar o país (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 9 de dezembro de 2011 às 21h53.

Londres - Uma série de grandes varejistas dos Estados Unidos pode reduzir seus planos de expansão no Reino Unido e na União Europeia, dissuadida pela previsão sombria sobre o consumo e o nervosismo sobre os desdobramentos da crise da dívida soberana na Zona do Euro.

"Com as condições econômicas, várias varejias estão se perguntando se é válido entrar no mercado do Reino Unido, dado que está mais competitivo e saturado", afirmou o diretor da consultoria Planet Retail, Robert Gregory.

As varejistas norte-americanas adicionaram uma nota de cautela aos seus planos no Reino Unido e Europa, incluindo as varejistas Crate & Barrel e Williams-Sonoma, a varejista de roupas Forever 21, e a Victoria's Secret, dona da Limited Brands, disseram fontes.

A desaceleração dos planos é um retrocesso para o setor de varejo no Reino Unido que tem visto vários varejistas dos Estados Unidos a mirar o país, buscando replicar o sucesso da Apple e Abercrombie & Fitch e depois acessar a Europa.

A Crate & Barrel colocou seus planos em manutenção até a crise na Europa se abater, afirmou uma fonte familiar ao assunto.


A presidente-executiva da Crate & Barrel, Barbara Turf, disse em uma conferência do varejo que estava "desacelerando" sua expansão internacional, mas que esperava abrir lojas no Reino Unido dentro de três a quatro anos.

Analistas esperam que a cautela ante o varejo britânico piore à medida em que os consumidores cortam seus gastos não essenciais, desgastados pelo crescimento dos salários estagnados, as medidas de austeridade do governo e as perspectivas de emprego incertas.

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