União Europeia pede ao Egito que respeite direitos de Mursi

Entidade pede para militares respeitarem direitos do presidente deposto e afirma não ser favorável à uma intervenção militar na política

Bruxelas - A União Europeia (UE) pediu nesta quinta-feira aos militares que derrubaram o até então presidente do Egito, Mohamed Mursi, que respeitem seus direitos, enquanto assegurou que nunca é a favor de uma intervenção militar na política.

"Estamos tentando esclarecer onde está e o que aconteceu com ele. Gostaria de ressaltar que todos os princípios de direitos humanos devem ser respeitados sempre, assim como qualquer processo jurídico deve sempre estar em linha com os padrões internacionais", declarou Michael Mann, o porta-voz da alta representante para a política externa da UE.

O porta-voz evitou esclarecer se a UE considera o ocorrido um golpe de Estado ou se reconhecerá como legítimo o novo presidente interino do Egito, Adly Mansour, mas enfatizou "certamente não somos a favor de uma intervenção militar na política".

Ao mesmo tempo, Mann considerou "interessante que o exército dissesse que fez isso para evitar um derramamento de sangue" e que "houve uma ampla coalizão" respaldando seu anúncio.

O porta-voz insistiu que para a UE a prioridade é "evitar a violência" e impulsionar um retorno "ao processo democrático o mais rápido possível".

"Negociaremos com qualquer pessoa que pudermos no Egito para conseguir isso", ressaltou Mann.

Por enquanto, a chefe da diplomacia comunitária, Catherine Ashton, falou com o líder opositor Mohamed ElBaradei, e o representante europeu para o Norte da África, o espanhol Bernardino León, está no Cairo para se reunir "com todas as partes".


A União Europeia evitou hoje novamente classificar a situação do Egito como um golpe de Estado e se limitou a dizer que se trata de "um momento difícil na transição à democracia" no país, segundo o porta-voz de Ashton.

"O mais importante é que todas as partes no Egito mantenham a calma, comecem o diálogo e, sobretudo, retomem o processo democrático o mais rápido possível", assinalou Mann.

A alta representante europeia já tinha dito em comunicado que o principal é que o Egito retome rapidamente o caminho da democracia, com a "realização de eleições presidenciais e parlamentares limpas e justas e a aprovação de uma constituição" em processo "inclusivo".

Além disso, a UE divulgou hoje que manterá o apoio econômico oferecido ao Egito apesar da crise política no país, embora, como estava previsto, as quantidades dependerão dos progressos rumo à democracia.

Por sua vez, a presidência rotativa lituana expressou hoje sua "preocupação" com os eventos no Egito e pediu a todas as partes para "evitar a violência e se comprometer totalmente com um processo democrático", assinalou o ministro das Relações Exteriores, Linas Antanas Linkevicius.

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