Mundo

A tensão entre EUA e Turquia

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, chega hoje à Turquia com uma pasta cheia de assuntos a resolver. O problema é entender qual deles é mais importante para o atual governo de Donald Trump, já que esta é também a primeira interação diplomática entre os dois países desde que o presidente assumiu o cargo […]

TILLERSON: secratário de Estado americano chega à Turquia com uma pasta de problemas, que podem aumentar ou diminuir a cooperação entre os turcos e os americanos / Lintao Zhang/Getty Images

TILLERSON: secratário de Estado americano chega à Turquia com uma pasta de problemas, que podem aumentar ou diminuir a cooperação entre os turcos e os americanos / Lintao Zhang/Getty Images

DR

Da Redação

Publicado em 30 de março de 2017 às 06h51.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 18h54.

Priorizar nos meus resultados Google

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, chega hoje à Turquia com uma pasta cheia de assuntos a resolver. O problema é entender qual deles é mais importante para o atual governo de Donald Trump, já que esta é também a primeira interação diplomática entre os dois países desde que o presidente assumiu o cargo em janeiro.

Entre os assuntos da pasta de Tillerson, três ocupam o topo da lista: o combate ao que resta do Estado Islâmico (EI); o crescimento do Irã como força militar na região; e o crescimento da presença russa nos países do Oriente Médio. 

De acordo com o Departamento de Estado americano, nas conversas com o presidente Recep Tayyip Erdoğan e seus principais ministros, Tillerson deve tratar principalmente da questão do radicalismo islâmico. O problema é que há um impasse nas posições americanas e turcas sobre o a questão: na luta contra o EI, os Estados Unido têm apoiado um grupo armado curdo que há 40 anos tem liderado insurgências na Turquia. Caso os Estados Unidos mantenham a postura de eliminar o EI a todo custo, podem afastar a Turquia e fazer com que um grande aliado na região se aproxime da Rússia. Caso Tillerson manifeste interesse em uma ofensiva — inclusive militar — contra o Irã, ele deve ganhar o apoio irrestrito dos turcos e as relações dos dois países irão prosperar.

O referendo que aumentaria os poderes de Erdogan, objeto de tensão entre a Turquia e governos da Europa, como a Alemanha e a Holanda, será votado no dia 16 de abril — grupos de direitos humanos afirmam que o autoritarismo está latente na região, desde a tentativa de golpe que o governo sofreu no ano passado. Golpe que a gestão Erdogan afirma ter sido orquestrado por Fethullah Gulen, um clérigo residente no estado da Pensilvânia. Para o turcos, sua extradição é questão de honra. Os americanos desconversam. A ver se hoje é dia de decidir, ou de postergar. 

 

Acompanhe tudo sobre:Exame HojeÀs Sete

Mais de Mundo

EUA e Irã voltam a trocar ataques após um mês; entenda o que aconteceu

Três meses antes de desastre, Nepal pediu mais dados da China sobre geleiras

EUA atacam Irã no Estreito de Ormuz após semanas de trégua

Uma em cada três famílias está endividada na Argentina