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EUA atacam Irã no Estreito de Ormuz após semanas de trégua

Ofensiva militar interrompe impasse na região estratégica após inteligência americana detectar preparativos para o lançamento de minas no canal marítimo

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 30 de agosto de 2026 às 17h39.

Última atualização em 30 de agosto de 2026 às 18h59.

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As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram neste domingo, 30, lançadores de foguetes do exército iraniano, posicionados na região do Estreito de Ormuz. A ação marca a primeira operação ofensiva das forças americanas na área em um mês e interrompe um período de relativo impasse militar no conflito, que já se estende por seis meses.

Veículos da imprensa estatal do Irã relataram fortes explosões nas proximidades da Ilha de Larak, localizada no canal estratégico. De acordo com informações concedidas por um oficial norte-americano à agência Associated Press, as forças iranianas se preparavam para disparar foguetes projetados para posicionar minas aquáticas ao longo da rota de navegação.

Segundo comunicado da Guarda Revolucionária, os ataques americanos deixaram "mortos e feridos". O grupo advertiu que haverá "represálias" a essa "agressão".

Segurança de rotas comerciais e varredura de minas

O novo ataque norte-americano ocorre poucos dias após a conclusão de uma operação militar dos EUA para desminar os corredores de navegação internacional do canal. Em comunicado publicado na rede Truth Social no dia 25 de agosto, o presidente Donald Trump declarou que a Marinha americana havia neutralizado os artefatos no local.

"Fui informado pela Marinha dos Estados Unidos que todas as minas foram removidas ou detonadas nas águas internacionais do Estreito de Ormuz", afirmou Trump na ocasião, acrescentando que o governo iraniano havia sido notificado de que qualquer embarcação flagrada instalando novos artefatos explosivos seria "imediatamente e sistematicamente destruída".

A disputa pelo Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, considerado uma das vias marítimas e comerciais mais críticas do planeta para o transporte de commodities, tornou-se o principal ponto de fricção na guerra travada na região.

Por ali passa cerca de 30% de todo o petróleo consumido no mundo, além de boa parte do gás natural liquefeito produzido na região. São aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia, segundo dados da Agência de Energia dos Estados Unidos.

O fechamento do estreito teria impacto direto nos preços da energia e, consequentemente, na inflação global. Isso explica por que qualquer sinal de bloqueio ou instabilidade na região provoca alta imediata nos preços do petróleo e nervosismo nos mercados.

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