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Ucrânia abre novas negociações de paz com separatistas

Os lados tiveram apenas uma reunião inconclusiva desde que selaram um cessar-fogo em setembro, como parte de um plano de 12 pontos para a paz


	Segurança ucraniana: os lados tiveram apenas uma reunião inconclusiva desde que selaram um cessar-fogo em setembro
 (Nikolai Ryabchenko/Reuters)

Segurança ucraniana: os lados tiveram apenas uma reunião inconclusiva desde que selaram um cessar-fogo em setembro (Nikolai Ryabchenko/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 31 de janeiro de 2015 às 17h21.

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Minsk/Kiev - Uma nova rodada de negociações de paz envolvendo a Ucrânia e separatistas começou neste sábado, enquanto combates entre as forças do governo de Kiev e os rebeldes apoiados pelos russos assola o leste da Ucrânia, matando civis e militares.

Os principais membros do chamado grupo de contato - o ex-presidente ucraniano Leonid Kuchma, um diplomata russo e um oficial da Organização para Segurança e Cooperação na Europa - se reuniram numa residência na capital bielorrussa Minsk, onde se juntaram a dois representantes dos separatistas.

Os lados tiveram apenas uma reunião inconclusiva desde que selaram um cessar-fogo em setembro, como parte de um plano de 12 pontos para a paz. Violada desde o início, a trégua ruiu completamente com um novo avanço dos rebeldes na semana passada.

Ambos os lados se acusaram mutuamente de ataques mortais de artilharia e morteiros contra alvos civis nas últimas duas semanas, incluindo um centro cultural na principal cidade regional de Donetsk na sexta-feira, que matou pelo menos cinco pessoas à espera de ajuda humanitária.

O plano de paz setembro também pediu um controle mais rígido da fronteira entre a Rússia e Ucrânia, por meio do qual Kiev diz Moscou está canalizando lutadores e equipamentos, bem como a libertação dos prisioneiros detidos de parte a parte.

Muita coisa mudou, no entanto, desde setembro.

Os separatistas criaram auto-proclamado 'repúblicas do povo', enquanto suas forças, que Kiev diz ter suporte de 9 mil soldados russos, tomaram mais de 500 quilômetros quadrados de território para além do acertado nas conversações de Minsk e ameaçam assumir o controle de duas regiões do leste do país.

O pesado bombardeio continuou neste sábado em regiões do leste da Ucrânia, como os separatistas tentando cercar as forças governamentais próximas ao entroncamento ferroviário e rodoviário estratégico de Debaltseve.

O chefe da polícia regional Vyacheslav Abroskin, em um post no Facebook, disse que 12 civis foram mortos por um bombardeio separatista. O ministro da Defesa Stepan Poltorak disse que 15 soldados ucranianos foram mortos e 30 ficaram feridos em confrontos no leste.

Os rebeldes também continuavam a ameaçar Mariupol, uma cidade de meio milhão no sudeste do país, na costa do Mar de Azov, disse Lysenko.

Mais de 5 mil pessoas foram mortas no conflito desde abril passado, após a anexação da Crimeia pela Rússia, em resposta à destituição do presidente apoiado por Moscou em Kiev.

Sanções ocidentais contra a Rússia criaram a maior crise nas relações Rússia-Ocidente desde o fim da Guerra Fria.

((Tradução Redação São Paulo; + 55 11 5644-7712)) REUTERS AAP

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