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Um governo em pé de guerra

Apesar da forte nevasca dos últimos dias, a capital dos Estados Unidos, Washington, deve pegar fogo nesta quinta-feira. Os motivos, claro, têm tudo a ver com o presidente Donald Trump. Além de publicar os planos para os gastos da União para o próximo ano fiscal, que prometem grandes cortes em áreas sensíveis, Trump deve ficar […]

TRUMP: um juíz do Havaí suspendeu seu novo plano de imigração, que entraria em vigor hoje  / Jonathan Ernst/ Reuters

TRUMP: um juíz do Havaí suspendeu seu novo plano de imigração, que entraria em vigor hoje / Jonathan Ernst/ Reuters

DR

Da Redação

Publicado em 16 de março de 2017 às 07h00.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h13.

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Apesar da forte nevasca dos últimos dias, a capital dos Estados Unidos, Washington, deve pegar fogo nesta quinta-feira. Os motivos, claro, têm tudo a ver com o presidente Donald Trump. Além de publicar os planos para os gastos da União para o próximo ano fiscal, que prometem grandes cortes em áreas sensíveis, Trump deve ficar no meio de uma batalha contra juízes e procuradores que derrubaram seu mais novo decreto, que proíbe a entrada de cidadãos de 6 países de maioria muçulmana nos Estados Unidos. Não espera gentilezas do presidente. 

Os opositores devem deixar as comemorações da derrubada do decreto de lado para lidar com o orçamento. É esperado que o plano destrua a Agência de Proteção Ambiental e diminua a verba do Departamento de Estado, que cuida dos assuntos internacionais, em 31%, inclusive em programas que duram décadas, como um que envia alimentos para países devastados pela guerra. Trump deve usar o dinheiro extra para turbinar os programas de defesa: estima-se que sejam aportados 54 bilhões de dólares no cumprimento das novas leis migratórias e nas forças de defesa. O orçamento passará pelo Congresso, onde até republicanos prometem combatê-lo.

Trump, por sua vez deve voltar à guerra contra o judiciário depois que um juíz federal do Havaí suspendeu o novo decreto, que deveria ter entrado em vigor à meia noite. A diferença para o artigo anterior é que o novo exclui o Iraque da lista de países com entrada proibida e diminui o tempo da proibição para 90 dias para todos os países — Irã, Líbia, Somália, Síria, Sudão e Iêmen. A suspensão sinaliza que o governo tem, mais uma vez, uma longa e arriscada batalha legal pela frente, à exemplo daquela que se estendeu por fevereiro e causou atritos entre o executivo e o judiciário.

Tranquilo é o adjetivo mais distante do início do governo Trump. A transição tem sido chamada de “a mais lenta em décadas”. O departamento de Estado está virtualmente vazio, o Pentágono lida com missões militares sem assessores e mesmo pastas como Tesouro, Comércio e Saúde têm de lidar com grandes tarefas, como reformar o Obamacare, sem um time completo. 

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