(Jaafar ASHTIYEH/AFP)
Redação Exame
Publicado em 29 de agosto de 2026 às 17h10.
Última atualização em 29 de agosto de 2026 às 17h29.
O Exército israelense afirmou neste sábado, 29, ter atacado um comandante do Hamas escondido dentro do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa, em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza. O ataque ocorreu em um prédio adjacente às principais instalações do hospital e deixou ao menos três mortos em bombardeios distintos, segundo autoridades de saúde do território palestino.
De acordo com o Exército, o comandante estava "preparando ataques terroristas contra soldados da Tsahal (exército) e civis israelenses". A nota militar não informou se ele morreu no ataque, nem revelou sua identidade.
"Hoje cedo, o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa foi alvo de um ataque que atingiu um pequeno depósito", declarou o diretor do centro, Raed Husein.
"Felizmente, não houve vítimas graves, exceto quatro feridos leves", complementou, embora tenha afirmado que o impacto causou "grandes danos materiais".
O hospital relatou que três pessoas ficaram feridas em um ataque israelense próximo a um depósito próximo da maternidade do local. Horas antes, a unidade já havia informado a morte de uma pessoa por fogo israelense na parte leste da cidade — informação que o Exército disse estar verificando.
O Exército israelense afirmou ainda que, dois dias antes do ataque, havia alertado as autoridades de saúde de Gaza para "pararem de usar instalações médicas para fins terroristas".
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) declarou estar "consternada com as informações sobre um ataque aéreo israelense no complexo do hospital Al-Aqsa" e acrescentou que "os hospitais devem ser locais seguros para os pacientes e para a equipe médica".
"Em um momento em que as forças israelenses atacam hospitais de forma sistemática, é de vital importância que todas as partes respeitem e preservem a neutralidade e a proteção das instalações médicas", afirmou a organização no X.
A nova onda de violência ocorre apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
*Com informações da AFP