Repórter
Publicado em 19 de dezembro de 2025 às 10h49.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 19, a suspensão temporária do Programa de Vistos de Diversidade (DV1), após a revelação de que Claudio Manuel Neves-Valente, suspeito de matar dois estudantes da Universidade Brown e um professor do MIT, entrou no país por meio do programa em 2017 e recebeu um green card.
A decisão foi comunicada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que afirmou que a medida segue instruções do presidente Donald Trump.
"Seguindo as instruções do presidente Trump, ordeno imediatamente ao USCIS que suspenda o programa DV1 para garantir que mais nenhum americano seja prejudicado por este programa desastroso", disse Noem nas redes sociais.
The Brown University shooter, Claudio Manuel Neves Valente entered the United States through the diversity lottery immigrant visa program (DV1) in 2017 and was granted a green card. This heinous individual should never have been allowed in our country.
In 2017, President Trump…
— Secretary Kristi Noem (@Sec_Noem) December 19, 2025
O Programa de Vistos de Diversidade, criado em 1990, permite a entrada de cerca de 50 mil pessoas por ano, mediante sorteio, desde que cumpram os critérios de elegibilidade, que incluem exames e entrevistas. O programa é voltado principalmente para cidadãos de países com baixos índices migratórios para os EUA.
Neves-Valente, de 48 anos, foi encontrado morto na quinta-feira em New Hampshire, ao lado de duas armas de fogo. Segundo Oscar Perez, chefe do Departamento de Polícia de Providence, ele tirou a própria vida.
O suspeito está ligado a dois ataques distintos: o primeiro ocorreu no sábado, 13, na Universidade Brown, onde dois estudantes foram mortos — Ella Cook, vice-presidente da associação republicana da universidade, e Mukhammad Aziz Umurzokov, natural do Uzbequistão, estudante de neurociência — e nove ficaram feridos. O segundo ataque ocorreu na segunda-feira, 15, em Boston, quando Nuno Loureiro, professor do MIT de 47 anos, foi morto a tiros em sua residência em Brookline.
Até o momento, as autoridades não estabeleceram um motivo para os ataques, que abalaram duas das universidades mais renomadas dos Estados Unidos.
*Com informações da AFP