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Trump sendo Trump

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou uma maneira nova de governar antes mesmo de tomar posse: por declarações à imprensa e postagens no Twitter. Hoje, é esperado que ele cumpra com o que disse na noite de ano novo e dê algum tipo de declaração polêmica sobre as suspeitas de que a […]

TRUMP: embora seja bastante plausível esperar que o Departamento do Tesouro de Trump queira reverter a subida do dólar, é igualmente plausível que nenhuma outra grande economia queira ajudar / Jonathan Ernst / Reuters

TRUMP: embora seja bastante plausível esperar que o Departamento do Tesouro de Trump queira reverter a subida do dólar, é igualmente plausível que nenhuma outra grande economia queira ajudar / Jonathan Ernst / Reuters

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Da Redação

Publicado em 3 de janeiro de 2017 às 19h51.

Última atualização em 23 de junho de 2017 às 19h37.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, encontrou uma maneira nova de governar antes mesmo de tomar posse: por declarações à imprensa e postagens no Twitter. Hoje, é esperado que ele cumpra com o que disse na noite de ano novo e dê algum tipo de declaração polêmica sobre as suspeitas de que a Rússia tenha hackeado a eleição americana — Trump disse na ocasião que tem informações valiosas que todos desconhecem, e que as revelaria “na terça ou quarta-feira”. 

É difícil dizer se Trump sabe ou não de algo que as agências de inteligência que investigam o caso não saibam. São grandes as chances de que se trata de apenas uma bravata do empresário. O caso seria só mais um episódio do “Show de Trump”, em que ele manipula as notícias a seu favor, para ganhar visibilidade, como se viu durante a longa campanha em 2016.

Embora após a vitória Trump pareceu ter suavizado o discurso da campanha, no último mês ele tem feito exatamente o que prometeu: indicou empresários e executivos para os principais postos do governo, afim de resolver os “problemas econômicos” dos Estados Unidos; e também pressionou empresas pelo Twitter a permanecerem no país ou a cobrarem menos no governo – ontem, foi a vez de a montadora Ford cancelar investimentos de 1,6 bilhão de dólares em uma fábrica no México.

Também ontem, Trump indicou um conhecido advogado de comércio exterior, Robert Lighthizer, como o represente do país em órgãos internacionais. Lighthizer serviu no governo de Ronald Reagan, na década de 1980, como negociador de acordos bilaterais e foi um dos maiores articuladores de uma guerra comercial com a potência asiática à época, o Japão. Agora, seus alvos serão o México e a China – duas obsessões dos tweets de Trump, por sinal. 

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